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Negócios

Bolsas da Europa recuam no último pregão e fecham o ano em queda

No acumulado do ano, praticamente todos os principais índices da Europa terminaram com perdas, com exceção de Londres, que avançou 0,9%

30/12/2022 16:20
IStock
Bolsas da Europa recuam no último pregão e fecham o ano em queda

Os principais índices das Bolsas de Valores da Europa fecharam em baixa no último pregão de 2022, nesta sexta-feira (30/12).

O Stoxx Europe 600 recuou 1,3%, aos 424,85 pontos, enquanto o FTSE 100, da Bolsa de Londres, caiu 0,81%, para 7.451,74 pontos.

Em Frankfurt, o DAX encerrou o pregão com desvalorização de 1,05%, aos 13.923,59 pontos. O CAC 40, de Paris, teve perdas de 1,52%, aos aos 6.463,76 pontos.

No acumulado do ano, praticamente todos os principais índices da Europa fecharam em queda. O Stoxx 600 recuou 12,9%, Frankfurt caiu 12,35%, e Paris teve perdas de 9,5%.

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A exceção ficou por conta da Bolsa de Londres, que avançou 0,9% no acumulado de 2022, puxada pelas companhias de commodities. A alta do petróleo, com a guerra entre Rússia e Ucrânia, e os preços do minério de ferro para impulsionar o valor das ações que compõem o FTSE 100 ajudam a explicar o resultado.

Bolsa brasileira mostra resiliência

Principal indicador do desempenho das ações cotadas na Bolsa de Valores brasileira (B3), o Ibovespa teve um ano desafiador, marcado por enorme volatilidade e fatores internos e externos que influenciaram diretamente o mercado financeiro – como as eleições presidenciais no Brasil e a guerra na Ucrânia.

Segundo analistas ouvidos pela reportagem pela Metrópoles, o índice terminou o ano abaixo das expectativas, mas demonstrou resiliência em um cenário muitas vezes adverso, se descolando do mercado global e se consolidando como uma alternativa para os investidores, diante de um cenário macroeconômico delicado.

A Bolsa brasileira chegou a receber a alcunha de “TINA” (sigla em inglês para “There Is No Alternative” ou “não há outra alternativa”) dos mercados emergentes. O país se tornou um dos destinos preferenciais de investidores estrangeiros que buscavam ativos baratos que os protegessem da inflação, mais perene do que se esperava inicialmente.