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Negócios

Bolsa dispara e dólar perde força com Haddad e dados da inflação

O Ibovespa deu salto de 0,98% e a moeda estadunidense perdeu força, chegando a R$ 5,76, depois de ter atingido R$ 5,81

25/02/2025 11:55, atualizado 25/02/2025 15:07
Cris Faga/NurPhoto via Getty Images
imagem colorida painel com cotações bolsa de valores - Metrópoles

O Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), subiu 0,98% no meio da manhã desta terça-feira (25/2), enquanto o dólar perdeu força, atingindo R$ 5,76 depois de ter chegado a R$ 5,81. Na avaliação de analistas, ambos os movimentos foram relacionados a declarações feitas pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e aos dados divulgados sobre a inflação de fevereiro.

No primeiro caso, Haddad afirmou que a “agenda fiscal não pode perder o ímpeto”, em evento realizado em São Paulo, pelo BTG. “Isso demonstra um comprometimento por parte do ministro com a situação fiscal do país, que é delicada”, diz João Vitor Saccardo, responsável pela mesa de renda variável da Convexa Investimentos.

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Além disso, nota Saccardo, os especialistas consideraram positivos os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os números mostraram um aumento de 1,23% na inflação de fevereiro.

A equipe de economistas do Banco Daycoval, contudo, esperavam avanço de 1,53%. “Os preços dos alimentos tiveram alta menor do que o esperado”, disse a instituição financeira. “Carnes vermelhas apresentaram nova desaceleração e alguns itens in natura, como batata inglesa e frutas, tiveram deflação, aliviando o grupo.” Leite, ovos e bebidas, porém, foram as “principais surpresas altistas” do indicador.

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Serviços “contidos”

“Os serviços mostraram alta bem abaixo do esperado em função da forte deflação das passagens aéreas”, acrescentou o banco. “O núcleo [da inflação] de serviços desacelerou, mas ainda se situa em patamar elevado.”

Em nota, a Ativa Investimentos destacou: “O IPCA-15 de fevereiro variou 1,23%, abaixo da nossa perspectiva de 1,28% e bem abaixo da mediana do mercado, de 1,36%”. O comunicado acrescentou que a “surpresa na inflação fará com que as expectativas do mercado cedam, mas, estruturalmente, não se trata de um alívio”.

Em relação aos itens que subiram no indicador parcial de fevereiro, o Daycoval destacou a energia elétrica, além dos reajustes na educação e no transporte público. “Os bens industriais tiveram alta maior do que o esperado”, dizem os especialistas. “Etanol, automóveis novos e usados, produtos de higiene, TVs, aparelhos de som e computadores foram os destaques desse grupo.”