Bolsa desaba e dólar sobe com previsão de juros nas alturas nos EUA
Ibovespa foi afetado por comunicado do banco central dos EUA, o Fed, considerado duro pelos investidores. Moeda americana foi a R$ 4,93
atualizado
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O Ibovespa desabou 2,15%, aos 116.145 pontos, nesta quinta-feira (21/9). A queda ocorreu no dia seguinte à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), que reduziu a taxa básica de juros do Brasil, a Selic, de 13,25% para 12,75% ao ano. Nesta semana, o indicador ficou negativo em 2,20%. Em setembro, registrou alta de 0,34% e, no ano, subiu 5,84%.
O tombo do principal índice da Bolsa brasileira (B3), contudo, foi resultado da perspectiva traçada para a política monetária nos Estados Unidos. Na quarta (20/9), o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) manteve os juros americanos no intervalo entre 5,25% e 5,50%.
O comunicado do órgão, porém, foi considerado pouco animador pelo mercado. Isso porque a previsão é de uma nova alta de 0,25 ponto percentual ainda neste ano e não há estimativa de queda para a taxa em 2024. Como resultado, os juros dos títulos do governo dos EUA atingiram os níveis mais altos desde 2007.
O Ibovespa também sofreu com baixas da Vale e da Petrobras. Entre as ações que mais caíram no pregão, ficaram as do Magalu (MGLU3, -6,75%), Grupo Soma (SOMA3, -6,71%) e Arezzo (ARZZ3, -5,71%).
Dólar
O dólar comercial fechou em alta de 1,10%, cotado a R$ 4,933, nesta quinta (21/9).
