Black Friday: faturamento cai 15% e frustra varejo pelo 2º ano seguido
Pesquisas indicam que, em 2023, houve redução tanto do volume de vendas como do total de pedidos feitos no e-commerce no dia da promoção

O balanço final da Black Friday de 2023 mostra uma forte frustração das expectativas do varejo. Levantamentos de consultorias indicam que, neste ano, o e-commerce registrou quedas de 13% a 15% no faturamento em relação a 2022. Além disso, o recuo do volume de pedidos ficou entre 9% e 14,9%. No ano passado, os resultados já tinham sido ruins. Houve queda de 35% das vendas, na comparação com 2021.
Em 2023, informações coletadas pela Neotrust mostram que, da meia-noite de quinta-feira (23/11) até as 23h59 da sexta-feira (24/11), o comércio online acumulou pouco mais de R$ 3,4 bilhões em transações na Black Friday. O valor por pessoa ficou em R$ 675,36. O faturamento representou uma queda de 15,1% na comparação com o mesmo período da promoção em 2022. O volume de pedidos caiu 14,9%, totalizando 5,1 milhões de compras.

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Ver todasEsses dados foram reunidos pela plataforma Hora a Hora, que pertence à Neotrust, empresa de inteligência de dados, e foram produzidos em parceria com a ClearSale, que atua com inteligência de dados e soluções para prevenção a riscos.
Números da consultoria NielsenIQ Ebit sobre as vendas da meia-noite às 19 horas da sexta (24/11) indicam uma queda de 13% no faturamento e de 9% nos números de pedidos da Black Friday deste ano.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesOs dados deste ano ficaram aquém das previsões. Um levantamento da mesma Neotrust havia projetado faturamento de R$ 6,98 bilhões no comércio eletrônico (o real foi de R$ 3,4 bilhões), o que representaria um crescimento de 12,6% em relação ao ano anterior.
Mais vendidos
De acordo com a plataforma, os três tipos de produtos mais vendidos na Black Friday deste ano foram eletrodomésticos (20,8%), eletrônicos (15,1%) e itens de telefonia (11,9%), como celulares.
Os meios de pagamento mais utilizados nas vendas online foram o cartão de crédito, com 56,5% do total, seguido pelo Pix, com 30,3%, e pelos boletos bancários, com 8,2%. As mulheres lideraram as compras, representando 59% de todos os consumidores. A faixa etária entre 36 e 50 anos foi a que mais comprou (34,8%), seguida pelo grupo de 26 e 35 anos (33,9%). Pessoas com até 25 anos representaram 17% do total.



