Bayer é condenada a pagar US$ 2,1 bilhões em novo caso sobre herbicida

Valor foi fixado por tribunal da Georgia, nos EUA, contra uso do produto Roundup, que é apontado como causa de câncer. Empresa vai recorrer

atualizado

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1 de 1 Imagem do logotipo da Bayer, gigante química e farmacêutica alemã - Metrópoles - Foto: Sean Gallup/Getty Images

A Bayer foi condenada a pagar US$ 2,1 bilhões em mais um caso relacionado ao herbicida Roundup. A penalização foi imposta na sexta-feira (21/3) por um júri do condado de Cobb, na Georgia, nos Estados Unidos. A ação alegava que o produto causa câncer.  Litígios sobre o mesmo tema já custaram à gigante alemã perto de US$ 10 bilhões.

De acordo com os escritórios de advocacia Arnold & Itkin e Kline & Specter, a pena inclui US$ 2 bilhões em indenizações punitivas e US$ 65 milhões em indenizações compensatórias. Com o resultado do julgamento, as ações da Bayer caíram 8% na Bolsa de Frankfurt.

A Bayer, porém, disse que vai recorrer da medida. A empresa já conseguiu reduzir em até 90% os valores originais estabelecidos pelos júris em casos que chegaram a um julgamento final.

“Discordamos do veredicto do júri, pois ele entra em conflito com o peso esmagador das evidências científicas e o consenso dos órgãos reguladores e suas avaliações científicas em todo o mundo”, afirmou a Bayer.

A empresa afirma que já conseguiu reduzir em até 90% os valores originais estabelecidos por outros júris em casos similares que chegaram a um julgamento final. “Acreditamos que temos argumentos fortes em apelação para reverter esta decisão e eliminar ou reduzir as indenizações excessivas e inconstitucionais”, acrescentou a empresa.

Novo revés

A decisão representa o mais recente revés em processos que resultam da aquisição da agroquímica Monsanto, que desenvolveu o Roundup. O negócio, avaliado em US$ 63 bilhões, foi concluído em 2018. Os processos alegam que o glifosato, o princípio ativo do Roundup, causa câncer. A Bayer afirma que ele é seguro.

Em janeiro, existiam cerca de 67 mil casos pendentes sobre o tema. A empresa reservou US$ 5,9 bilhões para bancar litígios relacionados ao glifosato. O CEO da Bayer, Bill Anderson, disse que tinha entre suas prioridades conter esses processos até o fim de 2026.

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