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Negócios

B3 decide excluir Braskem de índice de sustentabilidade da Bolsa

Medida entra em vigor a partir de sexta-feira (8/12). Decisão se deve à crise envolvendo o risco de colapso de uma mina da empresa em Maceió

05/12/2023 12:10, atualizado 05/12/2023 12:11
Orlando Costa/Especial Mestrópoles
Imagem colorida da região que pode desmoronar em Maceió - metrópoles

A B3, operadora da Bolsa de Valores do Brasil, anunciou nesta terça-feira (5/12) a exclusão da Braskem de seu Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE B3).

A medida entra em vigor a partir de sexta-feira (8/12). As ações da companhia serão eliminadas do índice, que reúne empresas reconhecidas por boas práticas de ESG (sigla em inglês para ambiental, social e governança corporativa).

A exclusão da Braskem do índice da B3 se deve à crise envolvendo o risco de colapso de uma das minas de sal-gema da petroquímica em Maceió. Segundo a B3, foram levadas em consideração a gestão de crise pela empresa, a resposta diante da problema e o impacto sobre sua imagem.

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“A decisão não deve ser tomada como pré-julgamento das responsabilidades da companhia, mas decorre da aplicação do disposto na metodologia do ISE B3, item 5.3, que estabelece a exclusão de ativos que ‘durante a vigência da carteira se envolvam em incidentes que as tornem incompatíveis com os objetivos do ISE B3, conforme critérios estabelecidos na política de gestão de riscos do índice’, informou a B3.

Em 2019, após o desastre do rompimento da barragem de Brumadinho (MG), a Vale também foi excluída do índice de sustentabilidade da Bolsa.

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De acordo com a B3, a exclusão é válida paras 2023. Em tese, é possível que a petroquímica volte a integrar o ISE em 2024.

A mina 18 da Braskem, em Maceió, está sob risco de colapso há uma semana, mas a velocidade de deslocamento do solo foi reduzida nos últimos dias. Ainda assim, a capital alagoana está em estado de emergência e há restrição da circulação na região da mina.

Ela está localizada em uma região na qual mais de 30 minas cavadas nos anos 1970, na área urbana de Maceió, começaram a ceder, obrigando mais de 50 mil pessoas a saírem de suas casas desde 2019, deixando bairros fantasmas para trás.

A Defesa Civil de Maceió permanece em “alerta máximo” e ainda vê “risco iminente de colapso” da mina 18, apesar dos sinais recentes de estabilização.

Procurada pela reportagem do Metrópoles, a Braskem não se manifestou sobre a decisão da B3 até o momento. O espaço segue aberto para a empresa.

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Flexais, em Maceió, comunidade deixada para trás na retirada
Braskem minerou sal-gema na área urbana e minas cederam
Flexal, em Maceió, virou comunidade isolada
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Braskem minerou sal-gema na área urbana e minas cederam
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Maceió na área das minas da Braskem
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