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Negócios

Ata do Copom “mantém tom duro do comunicado”, diz analista

Para economista da Ativa Investimentos, órgão voltou a ser "enfático" ao afirmar que vai combater a "desancoragem" da inflação

28/03/2023 09:05, atualizado 28/03/2023 09:38
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Michael Melo/ Metrópoles
Banco Central do Brasil

A ata do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), divulgada nesta terça-feira (28/3), manteve o “tom duro do comunicado”, apresentado na semana passada, quando o órgão que decidiu manter a taxa dos juros básicos do país, a Selic, em 13,75% ao ano. A opinião é do economista Étore Sanchez, da Ativa Investimentos.

Na avaliação de Sanchez, na ata, o Copom foi “enfático” ao tratar do “processo de desancoragem da inflação que, sob diversos aspectos, deve ser combatida pelo BC”. Tal postura provocou ao longo da última semana, uma nova onda de críticas de integrantes do governo contra o Banco Central.

No trecho final da ata, diz o órgão: “O Comitê reforça que irá perseverar até que se consolide não apenas o processo de desinflação como também a ancoragem das expectativas em torno de suas metas, que mostrou deterioração adicional, especialmente em prazos mais longos. O Comitê enfatiza que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados e não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso o processo de desinflação não transcorra como esperado”.

Sanchez destacou ainda a importância dada pelo Copom na ata para que as taxas de juros de mercado se “mantenham sensíveis à taxa básica”. “Avalio que se trata de um breve aceno a algumas ações no tocante ao juro de consignado do INSS e da participação de outros bancos, como BNDES, visando o subsídio no crédito, na contramão da restrição da Selic”, disse o analista.

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