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Americanas: banco aciona Justiça por risco de destruição de provas

Bradesco, que tem a receber R$ 4,5 bilhões da Americanas, acusa a varejista de fraude e pede que seja feita busca e apreensão de documentos

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Agência Bradesco
1 de 1 Agência Bradesco - Foto: Wikipedia Commons/Distribuição

O Bradesco subiu o tom na briga contra a Americanas. O banco protocolou uma ação judicial em uma vara empresarial de arbitragem da 1ª Região Administrativa Judiciária de São Paulo pedindo que seja nomeado um perito contábil para conduzir uma investigação independente na varejista.

No pedido, o banco, que é o maior credor financeiro da Americanas, com um passivo a receber de R$ 4,5 bilhões, alega que não há dúvidas de as “inconsistências contábeis” de R$ 20 bilhões no balanço de resultados foram originadas em uma fraude.

“Não convence absolutamente ninguém a história de que o anunciado desencaixe de R$ 20 bilhões seria fruto meramente de um lançamento contábil equivocado, que teria sido realizado e repetido, de novo e de novo, por mais
de dez anos, jamais sendo detectado pelos funcionários da companhia, pelos diretores que anualmente elaboravam as demonstrações financeiras”, escreveram os advogados que defendem o Bradesco.

O banco pede para nomear um renomado especialista contábil para explicar, exatamente, o que ocorreu no balanço e entender a real dimensão do problema contábil.

Caso fique comprovado que há uma fraude em jogo, o Bradesco quer acionar um dispositivo legal chamado de desconsideração de personalidade jurídica.

Ou seja: quer que os administradores e os acionistas de referência (o trio de bilionários Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles) tenham o patrimônio buscado para cobrir o prejuízo na varejista.

Destruição de provas

Além dessas indicações, o Bradesco pede que seja feita uma busca e apreensão de documentos nas sedes da Americanas. Ontem, o Santander também havia ingressado com um pedido de produção antecipada de provas. O banco espanhol chegou a sugerir, inclusive, que a Justiça tivesse acesso às mensagens de WhatsApp e e-mails trocados pelos executivos e bilionários sócios da empresa.

Para o Bradesco, “boa parte dos atores que possam ter participado da consumação desses atos fraudulentos […] ainda permanece na Americanas, lidando, diuturnamente, com as informações cuja existência e preservação são necessárias para que se possa apurar a ocorrência da fraude e os responsáveis.”.

E conclui:

“Não é exagerado supor que, diante da magnitude do problema vivido pela Americanas, da atenção que o assunto vem chamando e dos possíveis desdobramentos criminais, parte substancial dos documentos comprobatórios da fraude, como e-mails, ofícios, relatórios internos etc. acabe sendo destruída pelos envolvidos ou interessados
na fraude”.

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