Amazon compra Globalstar por US$ 11 bilhões e quer enfrentar Elon Musk
Principal objetivo da Amazon é disputar mercado com a Starlink, serviço via satélite de alta velocidade operado pela SpaceX, de Elon Musk
atualizado
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A Amazon, gigante norte-americana de tecnologia e do e-commerce, anunciou a aquisição da operadora de satélites Globalstar, em um negócio que ampliará seus serviços de sistema de satélites.
De acordo com informações da Bloomberg, a transação será de US$ 11,6 bilhões (cerca de R$ 57,7 bilhões, pela cotação atual) – a Amazon deve pagar parte em dinheiro e parte em ações da empresa. A conclusão do negócio deve ocorrer até 2027.
Amazon quer fazer frente à Starlink, de Elon Musk
Com a compra da Globalstar, um dos principais objetivos da Amazon é disputar mercado com a Starlink – serviço de internet via satélite de alta velocidade e baixa latência, operado pela SpaceX, empresa aeroespacial do bilionário Elon Musk.
Em 2028, a expectativa da Amazon é entrar no mercado de conexão direta ao dispositivo (D2D), que utiliza satélites em vez de torres de celular para conectar smartphones e outros dispositivos móveis.
“Os clientes podem esperar um serviço mais rápido e confiável em mais lugares, mantendo-os conectados às pessoas e coisas que mais importam”, afirmou o vice-presidente sênior de dispositivos e serviços da Amazon, Panos Panay, em comunicado divulgado pela big tech.
Globalstar e Starlink
A Globalstar é líder em comunicações via satélite e oferece serviços de voz, dados e rastreamento de ativos por meio de uma constelação de satélites em órbita terrestre baixa (LEO). Agora comprada pela Amazon, a empresa norte-americana é reconhecida por fornecer conectividade essencial em áreas sem cobertura celular.
A Starlink, por sua vez, utiliza uma “constelação” de milhares de satélites em órbita baixa da Terra para levar conectividade a áreas remotas e de difícil acesso, superando limitações geográficas da internet tradicional.
A Starlink conta com mais de 10 milhões de clientes ativos e cerca de 10 mil satélites em órbita. A estimativa de receitas da companhia para 2026 é de US$ 9 bilhões (cerca de R$ 44,8 bilhões).
