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Negócios

Ações da Petrobras e da Vale disparam na Bolsa com acordo EUA-China

Alta foi resultado do corte provisório de tarifas anunciado no fim de semana. Medida favorece empresas que produzem e exportam commodities

12/05/2025 12:17, atualizado 12/05/2025 12:38
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Cris Faga/NurPhoto via Getty Images
Imagem de painel da Bolsa de Valores do Brasil - Metrópoles

A cotação das ações da Petrobras e da Vale dispararam nesta segunda-feira (12/5) na Bolsa brasileira (B3). Às 12 horas, os papéis da petrolífera avançavam 3,55%, cotadas a R$ 34,37 (ON, as ordinárias, que dão direito a voto nas assembleias) e os da mineradora saltavam 3,25%, a R$ 54,67.

As duas elevações estão relacionadas ao acordo sobre tarifas, firmado no fim de semana entre Estados Unidos e China. Ele prevê que as sobretaxas de 145% impostas pelos EUA sobre a maioria das importações chinesas serão reduzidas para 30%. As taxas da China, em contrapartida, caíram de 125% para 10%. Ambas as medidas têm prazo de 90 dias.

Com o anúncio do entendimento, ainda que provisório, os preços do petróleo no mercado internacional dispararam, puxando as ações da Petrobras. Pela manhã, os contratos futuros do tipo Brent, referência internacional, subiam 3,60%, a US$ 66,21 por barril, enquanto o WTI, a referência americana, valorizava 3,85%, a US$ 63,38.

Com o acordo, os investidores passam a apostar em uma normalização, mesmo que momentânea, do mercado mundial, com a manutenção da corrente de comércio entre americanos e chineses. Isso diminui as chances de recessão nos EUA, que estavam no radar dos analistas, e reduz as incertezas. Em suma, a medida melhora a perspectiva de crescimento global. Daí, a valorização do petróleo anotada nesta segunda-feira.

Efeito no Ibovespa

Como a China é uma grande compradora de commodities, notadamente do Brasil, as ações das empresas ligadas a esse setor tendem a subir no mercado de capitais. Sob influência da Petrobras e da Vale, o Ibovespa, o principal índice da B3 registrava leve alta de 0,07% por volta do meio-dia. Como a elevação era pequena, ela indicava estabilidade do indicador.

Com a notícia do acordo, papéis de outras companhias focadas no mercado internacional também subiram pela manhã na B3. As ações da Suzano, que atua no setor de papel e celulose, registravam elevação de 4,37%. A Gerdau, do ramo da siderurgia, subia 3,02% no mesmo horário.

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