Ações da Embraer desabam após queda forte do lucro no 1º trimestre
Segundo os dados da Embraer, o lucro líquido ajustado da empresa somou R$ 145,4 milhões nos três primeiros meses de 2026, queda de 51,5%
atualizado
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As ações da Embraer negociadas na Bolsa de Valores do Brasil (B3) registram fortes perdas, nesta sexta-feira (8/5), depois de a gigante brasileira na fabricação de aeronaves ter divulgado seu balanço financeiro referente ao primeiro trimestre deste ano.
Segundo os dados da Embraer, o lucro líquido ajustado da empresa somou R$ 145,4 milhões nos três primeiros meses de 2026. O resultado representou recuo de 51,5% em relação ao primeiro trimestre do ano passado.
Ações despencam
- Por volta das 12h25 (pelo horário de Brasília), as ações da Embraer (EMBJ3) tombavam 10,8%, cotadas a R$ 74,31.
- Mais cedo, às 11h30 (horário de Brasília), o recuo era de 9,7%, a R$ 75,26.
- Às 12h45, o Ibovespa, principal indicador do desempenho das ações negociadas na B3, subia 0,73%, aos 184,5 mil pontos.
Outros dados do balanço
Além da queda expressiva do lucro, a Embraer reportou que o Ebtida (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado ficou em R$ 749,4 milhões no período, o que significou crescimento anual de 18,8%.
Ainda de acordo com a Embraer, a receita da companhia foi de R$ 7,6 bilhões no primeiro trimestre, com alta de 18% na comparação com o mesmo período do ano passado.
Já o fluxo de caixa livre ajustado somou R$ 2,4 bilhões, resultado decorrente da preparação para maior número de entregas de aeronaves nos próximos trimestres.
Segundo o balanço da Embraer, a carteira total de pedidos firmes para a fabricante bateu US$ 32,1 bilhões no primeiro trimestre, um recorde histórico.
O resultado representou aumento de 20% em relação ao mesmo período de 2025.
Analistas mantêm visão positiva
Apesar da queda forte nos lucros e do tombo das ações da Embraer, analistas do mercado ainda mantêm uma visão mais positiva sobre a companhia.
“Estamos satisfeitos em ver a Embraer continuar a apresentar maior rentabilidade e tendências de melhoria em seu balanço patrimonial, mesmo que este trimestre tenha sido impactado pelo segmento de defesa – com receita e Ebitda crescendo 30% ano a ano e margem EBIT recorrente (excluindo tarifas) em 7,4%”, apontou o J.P. Morgan.
