Irã critica execução de oposicionista xiita na Arábia Saudita
Além do clérigo muçulmano xiita Nimr al-Nimr, outras 46 pessoas condenadas por terrorismo foram executadas neste sábado (2/1)

O Irã condenou fortemente a execução do clérigo muçulmano xiita Nimr al-Nimr na Arábia Saudita (foto acima), onde ao todo 47 pessoas condenadas por terrorismo foram executadas neste sábado. A Arábia Saudita sunita e o Irã xiita são rivais regionais e apoiam lados diferentes em guerras como a da Síria e a do Iêmen.
Porta-voz do Ministério de Relações Exteriores do Irã, Hossein Jaberi Ansari disse esse sábado que a execução de al-Nimr “apenas mostra a profundidade da imprudência e da irresponsabilidade”. Ele afirmou que o clérigo não tinha outros meios que não o discurso para “perseguir seus objetivos políticos e religiosos”. A declaração foi transmitida pela rede de TV estatal.
Al-Nimr, preso em 2012, foi uma figura central em protestos pela minoria xiita no território saudita.
O presidente do Parlamento do Irã, Ali Larijani, afirmou que a execução de al-Nimr vai causar um “tumulto” na Arábia Saudita. Em comentários divulgados na página da internet da rede de TV estatal, ele afirmou que a Arábia Saudita não seria capaz de superar esse “tumulto”.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO Ministério de Relações Exteriores da Alemanha também se pronunciou sobre as execuções na Arábia Saudita. Em um comunicado, o Ministério afirmou que “a pena de morte é uma forma desumana de punição” e acrescentou que a Alemanha trabalha com seus parceiros da União Europeia para abolir a pena de morte no mundo.
O comunicado mencionou especificamente a morte de al-Nimr. “A execução fortalece nossas preocupações já existentes sobre tensões crescentes e o aprofundamento da fratura na região”, disse o Ministério alemão.



