Grupos culpam Rússia por bombardeio a hospital que matou 27 na Síria
“Nas últimas 48 horas, tivemos uma média de um sírio morto a cada 25 minutos”, disse ontem o enviado especial das Nações Unidas à Síria, Staffan de Mistura
atualizado
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Equipes de resgate trabalham para retirar mortos e feridos dos escombros do hospital bombardeado nesta quinta-feira (28/4) em Alepo, na Síria. O Observatório Sírio dos Direitos Humanos informou que o ataque deixou ao menos 27 mortos, incluindo três médicos.
Dois grupos de oposição ao governo – a Rede Revolucionária Síria e os Comitês de Coordenação Locais – culpam a Rússia. Não houve até o momento comentários de Moscou.
“Nas últimas 48 horas, tivemos uma média de um sírio morto a cada 25 minutos”, disse ontem o enviado especial das Nações Unidas à Síria, Staffan de Mistura.
Um sírio é ferido a cada 13 minutos
Staffan de Mistura
O grupo Médicos sem Fronteiras disse pelo Twitter que ao menos três médicos morreram no bombardeio ao hospital, incluindo o único pediatra que ainda trabalhava na região.
We condemn the destruction of the Al Quds hospital in #Aleppo, depriving people of essential healthcare. Hospitals are #notatarget, #Syria
— MSF International (@MSF) 28 de abril de 2016
ONU
A Organização das Nações Unidas (ONU) informou que não será capaz de enviar ajuda à Síria se a violência e os ataques aéreos continuarem a ameaçar os comboios.
O consultor da Nações Unidas enviado à Síria, Jan Egeland, disse que um dos comboios enviado a Homs nos últimos três dias foi atingido por um morteiro e outro teve que parar por diversas vezes devido aos ataques aéreos. Ele não informou quem seria responsável pelos ataques.
Egeland disse que houve “catastrófica deterioração” da segurança no norte da cidade de Alepo. Ativistas dizem que mais de 60 pessoas morreram na região em menos de 24 horas.
