O atirador de extrema direita, autor do massacre promovido em duas mesquitas na Nova Zelândia na última sexta-feira (15/3), foi apresentado neste sábado (16) a um tribunal na cidade de Christchurch, onde foi acusado de homicídio.

Durante a acusação, quando um fotógrafo apontou a câmera para o australiano, ele fez um gesto de “O-KKK” de cabeça para baixo, popularizado em 2017 como um sinal da supremacia branca.

O atirador filmou toda a sua ação e transmitiu pelas redes sociais (veja vídeo). Foram mortas, no total, 49 pessoas e outras 48 ficaram feridas, sendo duas delas em estado crítico.

Segundo informações da AFP, o australiano Brenton Tarrant, de 28 anos, algemado, escutou impassível a leitura das acusações contra ele, olhando, por vezes, para a imprensa presente na audiência fechada por motivos de segurança. Ele não pediu fiança e ficará preso até seu próximo encontro com a Justiça, marcado para 5 de abril.

Do lado de fora do tribunal, filhos de um afegão de 71 anos, Daoud Nabi, que morreu no tiroteio, exigiram justiça. Enquanto isso, 42 feridos no tiroteio ainda eram tratadas em hospitais da região. A ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, disse neste sábado que as vítimas incluem cidadãos da Turquia, Bangladesh, Indonésia e Malásia. (Com informações da Agência Estado)