Vice do Irã critica políticas de Trump: “Mistura de ilusão e retórica”
Vice-presidente do Irã, Mohammad Reza Aref criticou falas de Donald Trump e disse que resposta iraniana virá “no campo de batalha”
atualizado
Compartilhar notícia

O vice-presidente do Irã, Mohammad Reza Aref, criticou, neste sábado (18/4), as declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em meio à escalada de tensões no Estreito de Ormuz.
“As políticas de Trump são uma mistura de ilusão e retórica contraditória, e seus tuítes não valem nada”, afirmou Aref, segundo a mídia estatal iraniana.
Nomeado em 2024 pelo presidente Masoud Pezeshkian, Aref disse ainda que a resposta do Irã não será apenas verbal. “Nossa resposta não reside em palavras, mas na glória do campo de batalha”, declarou.
Aref também citou o que considera avanços iranianos diante da pressão internacional, afirmando que o país conseguiu romper o “suposto cerco marítimo” e ampliar significativamente as exportações de petróleo. “Um aumento de duas a três vezes nas exportações neste período é sinal de uma vitória decisiva do Irã. A autoridade desta nação não será manchada por delírios.”
Troca de declarações
A fala ocorre após uma série de declarações de Trump feitas nessa sexta-feira (17/4). Na rede social da qual é dono, a Truth Social, o norte-americano anunciou um acordo para manter o Estreito de Ormuz aberto à navegação.
No entanto, neste sábado, o Irã voltou a impor restrições à passagem na região, intensificando a crise. Em resposta, Trump afirmou que Teerã “não pode chantagear” a comunidade internacional e disse que os Estados Unidos mantêm uma “postura firme”, apesar de negociações em andamento.
O endurecimento do discurso de autoridades iranianas ocorre em paralelo a ações no terreno. Mais cedo, forças iranianas dispararam contra navios que cruzavam o estreito para forçar a saída, segundo autoridades marítimas. Não houve registro de feridos.
Considerado uma das rotas mais estratégicas do mundo, o Estreito de Ormuz concentra cerca de 20% do petróleo comercializado globalmente, o que torna qualquer instabilidade na região um fator de impacto direto no mercado internacional de energia.






