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Venezuela passa por mudanças um mês após a captura de Maduro

Em um mês, Venezuela passou por rápidas mudanças estruturais, e abriu portas para os interesses e pedidos dos EUA no país

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Gabinete presidencial da Venezuela
Delcy Rodriguez, presidente interina da Venezuela
1 de 1 Delcy Rodriguez, presidente interina da Venezuela - Foto: Gabinete presidencial da Venezuela

Há exatamente um mês, Nicolás Maduro era capturado pelos Estados Unidos, durante uma surpreendente operação militar em Caracas. Depois disso, a Venezuela passou por um rápido processo de mudanças, sendo a aproximação com os interesses norte-americanos a mais notável até o momento.


Queda de Maduro

  • Nicolás Maduro foi capturado pelos EUA em 3 de janeiro, junto da esposa, Cilia Flores.
  • Segundo o governo norte-americano, a ação fez parte de uma operação norte-americana na América Latina, cujo objetivo é combater o tráfico de drogas. 
  • Atualmente, Maduro está preso em um centro de detenção localizado em Nova York. 
  • Acusado de crimes relacionados ao tráfico de drogas — sem provas concretas apresentadas até o momento —, ele aguarda julgamento.

As mudanças surgiram após ameaças feitas pelo presidente norte-americano, Donald Trump, que prometeu “comandar” a Venezuela até um período de transição política. Entre os atos, a promessa de que as novas autoridades venezuelanas poderiam “pagar um preço alto” caso não colaborassem com os EUA.

No apagar das luzes de janeiro, a diplomata Laura Dogu desembarcou no país com a missão de reabrir a embaixada norte-americana na Venezuela, fechada há cerca de sete anos.

“Acabei de chegar à Venezuela”, escreveu a encarregada de negócios norte-americana em uma publicação divulgada na rede social X em 31 de janeiro. “Minha equipe e eu estamos prontos para trabalhar”.

A reabertura da representação diplomática norte-americana em Caracas ocorreu dias após o governo venezuelano anunciar a retomada de laços com os EUA. Na época, a chancelaria da Venezuela afirmou que a medida visava “definir uma agenda de trabalho de interesse mútuo”, que também incluí a reabertura da embaixada do país em Washington, e uma possível negociação sobre a libertação de Maduro.

Presos políticos

Na última semana, a presidente interina do país, Delcy Rodríguez, anunciou outra medida que vai de encontro aos desejos de Washington: uma lei de anistia ampla para presos políticos na Venezuela.

De acordo com a vice de Maduro, que assumiu o poder no início do mês, o perdão deve cobrir o período de “violência política” entre 1999 a 2026.

Anteriormente, a administração venezuelana, apesar de inteiramente ligada ao chavismo, já havia libertado prisioneiros políticos no país — um dos pedidos que os EUA faziam mesmo antes da queda do herdeiro político de Hugo Chávez.

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Delcy Rodríguez, a vice-presidente da Venezuela, assumiu o comando do país após Nicolás Maduro ser capturado pelos Estados Unidos
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Maduro sob custódia de policiais dos EUA
Maduro capturado pelo EUA
Donald Trump e Delcy Rodríguez
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Donald Trump e Delcy Rodríguez

Carla Sena/Arte Metrópoles
Delcy Rodríguez, a vice-presidente da Venezuela, assumiu o comando do país após Nicolás Maduro ser capturado pelos Estados Unidos
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Delcy Rodríguez, a vice-presidente da Venezuela, assumiu o comando do país após Nicolás Maduro ser capturado pelos Estados Unidos

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Maduro sob custódia de policiais dos EUA
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Maduro sob custódia de policiais dos EUA

Reprodução/Casa Branca
Maduro capturado pelo EUA
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Maduro capturado pelo EUA

Reprodução/X

Petróleo

Ao contrário do que vinha sendo adotado nas últimas décadas, quando a Venezuela esteve sob o controle de Hugo Chávez e posteriormente de Maduro, a nova presidente do país também realizou uma importante reforma no motor central da economia local: o setor petrolífero.

Logo nos primeiros dias que antecederam a queda de Maduro, um acordo foi fechado entre Caracas e Washington. Nele, ficou acordado que 50 bilhões de barris de petróleo venezuelano seriam enviados para os EUA, que ficaria responsável pela venda do combustível e o repasse de parte dos lucros para a Venezuela. O negócio, informou Delcy, já rendeu US$ 300 milhões para o país latino-americano.

Além da transferência de barris para os EUA, a Venezuela também promoveu uma mudança em uma legislação de 2006, que trata da regulamentação do petróleo e gás natural do país.

Aprovada em 29 de janeiro pela Assembleia Nacional, a mudança na Lei de Hidrocarbonetos Orgânicos foi apresentada pela própria presidente interina do país. Na prática, a reformulação abriu o setor petrolífero para empresas estrangeiras, que agora vão poder operar no setor de maneira independente.

No mesmo dia, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou que petrolíferas iniciariam a exploração na Venezuela. O objetivo, informou o líder norte-americano, era “explorar e escolher locais” no país, que detém as maiores reservas de petróleos conhecidas no mundo.

Enquanto isso, o futuro de Maduro e da esposa, Cilia Flores, ainda é incerto. Os dois aguardam julgamento no Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn, localizado em Nova York. Eles são acusados de crimes relacionados ao tráfico de drogas.

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