Vance contesta ataque dos EUA a casamento no Irã: “Coisas acontecem”
Vice-presidente afirmou não haver confirmação sobre o caso e afirmou que os EUA investigam se civis foram atingidos durante a ofensiva

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, contestou nesta quarta-feira (2/9) as acusações de um ataque norte-americano que atingiu uma festa de casamento no Irã e deixou mortos e feridos.
Segundo ele, ainda não há informações suficientes para confirmar ou descartar que o episódio tenha ocorrido dessa forma.
Vance afirmou ser “extremamente cético” em relação às informações divulgadas pelo governo iraniano e pela mídia estatal do país. Ao mesmo tempo, disse que os Estados Unidos estão investigando o episódio.
O ataque ocorreu na terça-feira (1º/9), na cidade de Bandar Koohistak, no sul do Irã. De acordo com autoridades iranianas, uma festa de casamento foi atingida durante a ofensiva norte-americana. Quatro pessoas morreram e outras 50 ficaram feridas.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesVance afirmou que Washington leva a possibilidade de vítimas civis a sério e que as Forças Armadas norte-americanas estão apurando o que ocorreu.
“Queremos saber, e se cometermos erros — e aqui está uma grande diferença entre nós e o Irã — quando nossas forças armadas cometem erros, elas aprendem com eles para tentar melhorar”, disse.
Irã ameaça retaliar
- Horas após o ataque, o Comando Central dos EUA (Centcom) anunciou operações contra alvos ligados ao Corpo dos Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC), força militar de elite iraniana.
- O comandante-chefe do IRGC, major-general Ahmad Vahidi, afirmou que o episódio não ficará sem resposta e fez referência à possibilidade de novos confrontos com os Estados Unidos.
- Em comunicado divulgado por agências estatais iranianas, Vahidi classificou o ataque como um “crime hediondo” e afirmou que o sangue das vítimas será vingado.
Durante a mesma declaração, Vance também saiu em defesa do secretário de Defesa, Pete Hegseth, cuja condução das Forças Armadas dos EUA tem sido alvo de escrutínio.
O vice de Donald Trump classificou Hegseth como um “grande amigo” e afirmou considerar que ele exerce um trabalho excepcional à frente do Departamento de Guerra, nome usado pelo governo para se referir à estrutura de Defesa.
“Há muitas questões em que concordo com Pete”, afirmou Vance. Segundo ele, um dos principais pontos de convergência entre os dois é a necessidade de promover uma mudança cultural dentro das Forças Armadas.
Vance disse que Hegseth assumiu o cargo com o objetivo de recuperar o que chamou de “espírito guerreiro” dos Estados Unidos.









