UE anuncia 20º pacote de sanções e amplia cerco econômico à Rússia

Novo pacote da UE contra Rússia mira energia, bancos e comércio marítimo, além de criar instrumentos para impedir a evasão das sanções

atualizado

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1 de 1 Putin e Zelensky - Foto: Arte/Metrópoles

A União Europeia apresentou nesta sexta-feira (6/2) o 20º pacote de sanções contra a Rússia, ampliando restrições nos setores de energia, finanças e comércio e introduzindo novos mecanismos para conter tentativas de burlar as medidas já em vigor.

O anúncio foi feito pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, como parte do esforço contínuo do bloco para aumentar a pressão econômica sobre Moscou devido à guerra contra a Ucrânia.

Entre os principais pontos do novo pacote está a proibição total de serviços marítimos para o petróleo russo, em coordenação com o G7.

A UE também adicionou 43 embarcações à chamada “frota paralela” da Rússia, elevando para 640 o número total de navios sancionados por envolvimento no transporte de energia e mercadorias sob restrições.

O anúncio ocorre poucos meses após a apresentação do 19º pacote de sanções, divulgado em setembro, que já havia ampliado restrições sobre importações de energia, bancos, plataformas de criptomoedas, fornecedores militares e exportações de tecnologia bélica.

As novas medidas incluem ainda restrições à aquisição de petroleiros, a proibição de serviços para navios-tanque de gás natural liquefeito (GNL) e para quebra-gelos, além do reforço aos limites de importação de GNL russo estabelecidos no 19º pacote de sanções.

As ações fazem parte da estratégia energética do bloco, conhecida como RepowerEU, que busca reduzir a dependência de combustíveis fósseis russos.

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Comércio, indústria e uso militar

O pacote amplia também as proibições de exportação, atingindo uma ampla gama de produtos, como artigos de borracha, tratores e equipamentos ligados à segurança cibernética.

Do lado das importações, a UE passará a impor restrições adicionais a metais, produtos químicos e minerais críticos.

As sanções reforçam ainda os controles sobre bens de uso dual, que podem ser empregados na produção militar russa, e introduzem uma cota para as importações de amônia, insumo estratégico para a indústria de fertilizantes.

Bancos, criptomoedas e países terceiros

O novo pacote atinge diretamente o sistema financeiro russo, com sanções contra 20 bancos regionais, além de medidas direcionadas a criptomoedas, empresas e plataformas acusadas de ajudar Moscou a contornar as restrições existentes.

A UE também anunciou limitações a bancos em países terceiros que facilitem o comércio ilícito com a Rússia, ampliando o alcance extraterritorial das sanções.

Apesar disso, a adoção das medidas depende do apoio unânime dos Estados-membros, exigência formal para a aprovação de sanções no bloco.

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