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1 de 1 Ucranianos participam de treinamento militar para moradores, organizado por ativistas Kiev, Ucrânia. Os civis estão abaixados, num terreno de barro, como imitações de armas nas mãos - Metrópoles
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As Forças Armadas da Ucrânia relataram que um jovem soldado no leste do país morreu. Segundo o órgão ucraniano, o militar foi morto após bombardeios de separatistas pró-Rússia.
Com os bombardeios, de acordo com a imprensa local, além da morte de um militar, outros seis soldados teriam ficado feridos. Segundo o jornal ucraniano e russo Narodna Pravda, após uma reunião do Conselho de Segurança e Defesa Nacional da Ucrânia, o estado de emergência seria imposto no país.
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A relação conturbada entre Rússia e Ucrânia, que pode desencadear um conflito armado, tem deixado o mundo em alerta para uma possível guerra
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A confusão, no entanto, não vem de hoje. Além da disputa por influência econômica e geopolítica, contexto histórico que se relaciona ao século 19 pode explicar o conflito
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A localização estratégica da Ucrânia, entre a Rússia e a parte oriental da Europa, tem servido como uma zona de segurança para a antiga URSS por anos. Por isso, os russos consideram fundamental manter influência sobre o país vizinho, para evitar avanços de possíveis adversários nesse local
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Isso porque o grande território ucraniano impede que investidas militares sejam bem-sucedidas contra a capital russa. Uma Ucrânia aliada à Rússia deixa possíveis inimigos vindos da Europa a mais de 1,5 mil km de Moscou. Uma Ucrânia adversária, contudo, diminui a distância para pouco mais de 600 km
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Percebendo o interesse da Ucrânia em integrar a Otan, que é liderada pelos Estados Unidos, e fazer parte da União Europeia, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, ameaçou atacar o país, caso os ucranianos não desistissem da ideia
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Uma das exigências de Putin, portanto, é que o Ocidente garanta que a Ucrânia não se junte à organização liderada pelos Estados Unidos. Para os russos, a presença e o apoio da Otan aos ucranianos constituem ameaças à segurança do país
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A Rússia iniciou um treinamento militar junto à aliada Belarus, que faz fronteira com a Ucrânia, e invadiu o território ucraniano em 24 de fevereiro
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Por outro lado, a Otan, composta por 30 países, reforçou a presença no Leste Europeu e colocou instalações militares em alerta
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Apesar de ter ganhado os holofotes nas últimas semanas, o novo capítulo do impasse entre as duas nações foi reiniciado no fim de 2021, quando Putin posicionou 100 mil militares na fronteira com a Ucrânia. Os dois países, que no passado fizeram parte da União Soviética, têm velha disputa por território
AFP
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Além disso, para o governo ucraniano, o conflito é uma espécie de continuação da invasão russa à península da Crimeia, que ocorreu em 2014 e causou mais de 10 mil mortes. Na época, Moscou aproveitou uma crise política no país vizinho e a forte presença de russos na região para incorporá-la a seu território
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Desde então, os ucranianos acusam os russos de usar táticas de guerra híbrida para desestabilizar constantemente o país e financiar grupos separatistas que atentam contra a soberania do Estado
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O conflito, iniciado em 24 de fevereiro, já impacta economicamente o mundo inteiro. Na Europa Ocidental, por exemplo, países temem a interrupção do fornecimento de gás natural, que é fundamental para vários deles
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Embora o Brasil não tenha laços econômicos tão relevantes com as duas nações, pode ser afetado pela provável disparada no preço do petróleo
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“Em toda a Ucrânia, exceto os oblasts de Donetsk e Luhansk, o NC [estado de emergência] será introduzido. Dependendo do território, em quanto será considerado adequado realizar certas coisas descritas de acordo com nossa legislação. Comissões regionais, que incluirão representantes de todas as autoridades estaduais e locais, tomarão certas decisões”, disse o secretário do Conselho de Segurança e Defesa Nacional, Oleksiy Danilov.
Em resposta à escalada do risco de invasão pela Rússia, na terça-feira (22/2), o presidente Volodymyr Zelensky decidiu convocar militares reservistas, de 18 a 60 anos de idade. Na ocasião, ele também reforçou a posição de não ter a intenção de cessão de territórios da Ucrânia.
Com a convocação dos reservistas, as forças militares ucranianas somarão cerca de 450 mil soldados: 200 mil reservistas e 250 mil militares na ativa.
Um comunicado veiculado pelos Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia, também na terça-feira (22/2), pediu para que os cidadãos ucranianos deixem a Rússia, em razão de risco de invasão do consulado.
“Em conexão com a intensificação da agressão russa contra a Ucrânia, que, entre outras coisas, pode levar a restrições significativas na prestação de assistência consular na Federação Russa, o Ministério das Relações Exteriores recomenda que os cidadãos ucranianos se abstenham de quaisquer viagens à Federação Russa. Quem está neste país que deixe seu território imediatamente”, disse a pasta ucraniana.
“Enfatizamos que ignorar essas recomendações complicará significativamente a proteção adequada dos cidadãos ucranianos na Federação Russa”, disse o comunicado, ao qual o Narodna Pravda teve acesso.
Além disso, o ministério informou os detalhes de contato das missões diplomáticas estrangeiras da Ucrânia no território da Federação Russa em caso de circunstâncias que exijam resposta consular imediata.
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