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Eleições 2026Mundo

TSE rejeita pedido de grupo da Espanha para observar eleições de 2026

Corte negou credenciamento ao Eurolat Global Democracy Forum. Outros dois pedidos seguem em análise pela Justiça Eleitoral

29/07/2026 15:42
Agência Brasil
TSE

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou o pedido de credenciamento do Eurolat Global Democracy Forum, organização sediada na Espanha, para atuar como missão internacional de observação nas eleições brasileiras de 2026.

A decisão foi tomada após a Corte concluir que a entidade não atende aos critérios técnicos exigidos para esse tipo de atuação.

Outros dois pedidos de observação internacional ainda aguardam análise.

Segundo integrantes do tribunal, a avaliação concluiu que o grupo não se enquadra no conceito de organização internacional apta a realizar missões eleitorais. A análise foi conduzida pela Diretoria Internacional do TSE, estrutura criada neste ano pelo presidente da Corte, ministro Nunes Marques.

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De acordo com o entendimento do tribunal, as missões de observação precisam estar vinculadas a instituições com atuação consolidada e legitimidade reconhecida na área eleitoral, como organismos internacionais, universidades, centros de pesquisa ou entidades especializadas.

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Dados são do TSE
Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
Ministro Nunes Marques é o presidente do TSE
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Ministro Nunes Marques é o presidente do TSE

KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
Dados são do TSE
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Igo Estrela/Metrópoles
Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
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Tribunal Superior Eleitoral (TSE)

Agência Brasil

A Justiça Eleitoral também considera a experiência da organização e sua capacidade técnica para elaborar relatórios independentes sobre o processo eleitoral.

O Eurolat Global Democracy Forum se apresenta como um fórum da sociedade civil com o lema “por eleições livres, transparentes e confiáveis”. A entidade, no entanto, não possui mandato eletivo, chancela governamental nem autoridade legislativa.

Além disso, utiliza um nome semelhante ao da Assembleia Parlamentar Euro-Latino-Americana (EuroLat), órgão oficial criado em 2006 que reúne representantes do Parlamento Europeu e de parlamentos latino-americanos para fortalecer a cooperação entre as duas regiões.

Apesar da semelhança, as duas organizações não possuem vínculo institucional.


Integrantes chamaram atenção do TSE

  • Durante a análise, integrantes da Corte também identificaram que alguns membros da missão mantêm relações com figuras críticas ao sistema eleitoral brasileiro.
  • Entre eles está Ahmed Adeeb, ex-vice-presidente das Maldivas, que foi condenado a 20 anos de prisão por corrupção em seu país e aparece como chefe da missão do grupo.
  • Outro integrante é o brasileiro Maurício Galante, vereador em Arlington, no Texas, nos Estados Unidos.
  • Em apresentações públicas, Galante se identifica como presidente do Instituto Harpia nos EUA.
  • No Brasil, o Instituto Harpia é presidido pelo ex-deputado federal Major Vitor Hugo e tem o ex-presidente Jair Bolsonaro como presidente de honra. Nas redes sociais, a entidade adota o slogan “Asas da Ação e da Liberdade”.
  • Segundo informações levantadas pelo TSE, alguns integrantes da associação também fazem parte da rede de contatos do jornalista Paulo Figueiredo, conhecido pelas críticas às autoridades brasileiras e ao sistema eleitoral.
  • Além do pedido negado ao Eurolat Global Democracy Forum, o TSE ainda analisa outras duas solicitações para acompanhar as eleições de 2026.
  • Uma delas foi apresentada pela organização Transparencia Electoral, entidade que afirma atuar na promoção da integridade e da equidade dos processos eleitorais na América Latina e diz trabalhar para garantir eleições livres, justas e acessíveis.

Regras para observação internacional

As missões internacionais de observação eleitoral elaboram relatórios sobre o processo eleitoral brasileiro e acompanham diferentes etapas da organização das eleições.

A participação desses grupos é regulamentada pela Resolução nº 23.678/2021 do TSE, que estabelece que o credenciamento depende da celebração de acordo prévio com o tribunal. A norma prevê a análise da natureza da organização interessada, da conveniência da observação e da oportunidade de sua realização.

Podem solicitar credenciamento organismos internacionais e regionais, governos estrangeiros, instituições de ensino e especialistas com reconhecida experiência internacional em matéria eleitoral.

Para as eleições de 2026, o TSE já autorizou missões de observação de organismos como a Organização dos Estados Americanos (OEA), a União Europeia (UE), a União Interamericana de Organismos Eleitorais (Uniore) e a Rede dos Organismos Jurisdicionais e de Administração Eleitoral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (Rojae-CPLP).