Trump e Zelensky se encontram em meio a tensões entre Rússia e Otan
Donald Trump e Volodymyr Zelensky discutiram campo de batalha, novas sanções contra Rússia e dependência energética europeia
atualizado
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder ucraniano, Volodymyr Zelensky, se reuniram, nesta terça-feira (23/9), durante a 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas. Foi o quarto encontro entre os dois líderes desde que Trump voltou ao cargo em janeiro.
Em meio ao impasse das negociações de um cessar-fogo duradouro na Ucrânia e de tensões crescentes entre a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e a Rússia, Zelensky detalhou os avanços militares de Kiev nas últimas semanas. Segundo ele, as tropas ucranianas avançaram cerca de 360 quilômetros e cercaram, aproximadamente, 1 mil soldados russos.
“Graças aos nossos soldados, temos essa possibilidade, essa oportunidade, e continuaremos até que a Rússia pare esta guerra. Precisamos de mais pressão, mais sanções, e espero que com os Estados Unidos e a Europa”, declarou.
Zelensky defendeu medidas para impedir países europeus de continuarem comprando petróleo e gás russos, destacando que a Hungria pode resistir a essa mudança.
Contexto do novo encontro
- O encontro ocorre após meses de esforços de Trump para intermediar um acordo de paz entre Kiev e Moscou, sem resultados concretos até o momento.
- Apesar de reuniões anteriores com Putin, Zelensky e líderes europeus, o Kremlin continua evitando uma conversa direta entre os presidentes russo e ucraniano.
- Zelensky chegou a Nova York acompanhado da primeira-dama Olena Zelenska na noite de segunda-feira (22/9) e deve participar de diversas reuniões durante a semana diplomática, incluindo a Cúpula da Plataforma da Crimeia e a primeira cúpula da Coalizão para o Retorno das Crianças Ucranianas.
Trump, por sua vez, elogiou a resistência ucraniana. “Temos grande respeito pela luta que a Ucrânia está travando. É incrível. Esta é uma guerra que deveria ter terminado em três ou quatro dias. Agora, são três anos e meio, e a Rússia parece presa”, avaliou.
Questionado por repórteres sobre a confiança em Vladimir Putin, o republicano respondeu que dará uma atualização “em cerca de um mês”. Ele também reforçou a necessidade de que países da Otan estejam prontos para abater aeronaves russas caso haja violações de espaço aéreo.










