Trump chama Zelensky de “complicado” e critica aliados da Otan
Donald Trump chamou Volodymyr Zelensky de “pessoa complicada”, disse que ucranianos “sabem lutar” e teceu críticas à Europa e à Otan
atualizado
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou, nesta terça-feira (5/5), que mantém uma boa relação com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, apesar de considerá-lo uma pessoa “complicada”.
“Ele é uma pessoa complicada, um cara difícil. Mas eu gosto do Zelensky. Sempre tive uma boa relação com ele”, disse Trump.
O republicano relembrou ainda o encontro tenso entre os líderes no Salão Oval da Casa Branca, em fevereiro de 2025, que classificou como “um pouco agressivo” por parte do líder ucraniano.
Nova tentativa de trégua
- As falas de Trump também coincidem com uma nova tentativa de cessar-fogo temporário entre Rússia e Ucrânia.
- Nessa segunda-feira (4/5), Zelensky reagiu à proposta russa de trégua para os dias 8 e 9 de maio e afirmou que “a vida humana é muito mais valiosa do que qualquer celebração”.
- O líder ucraniano declarou ainda que Kiev está disposta a interromper as hostilidades antes da data sugerida por Moscou, propondo uma pausa nos combates a partir da meia-noite entre os dias 5 e 6 de maio.
- O anúncio ocorre às vésperas do Dia da Vitória, principal celebração militar russa, que marca a derrota da Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial e costuma reunir grandes desfiles em Moscou.
Apesar das críticas, Trump elogiou a resistência militar da Ucrânia contra a Rússia e afirmou que os ucranianos têm demonstrado mais capacidade de combate do que países europeus integrantes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
“Eles conseguem lutar. São melhores do que qualquer um dos nossos aliados da Otan”, declarou.
Trump também criticou duramente a Europa e afirmou que a aliança militar ocidental não esteve ao lado dos Estados Unidos durante o recente confronto envolvendo o Irã.
“A Europa tem sido muito decepcionante”, afirmou.
Ainda segundo Trump, os Estados Unidos atualmente vendem equipamentos militares para países europeus e para a aliança, que depois repassam o material para Kiev.
As declarações do chefe da Casa Branca ocorrem em um momento de pressão crescente sobre Washington para manter o fluxo de ajuda militar à Ucrânia.
Nesta semana, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, confirmou a liberação de US$ 400 milhões em assistência militar aprovada pelo Congresso após semanas de atraso.






