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Trump amplia proibição de viagens para estrangeiros nos EUA

Nova proclamação do governo Trump impõe proibição total e restrições parciais a 20 países e endurece regras de entrada nos EUA

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Trump com curativo na mão
1 de 1 Trump com curativo na mão - Foto: Chip Somodevilla/Getty Images

O governo dos Estados Unidos anunciou, nesta terça-feira (16/12), a ampliação da proibição de viagens ao país, com a inclusão de mais cinco nações na lista de veto total e a imposição de novas restrições parciais a outros 15 países. A medida foi formalizada por meio de uma proclamação assinada pelo presidente Donald Trump e retoma uma das políticas mais emblemáticas de seu primeiro mandato.

Segundo a Casa Branca, a decisão faz parte de um esforço para “fortalecer a segurança nacional” e endurecer os padrões de triagem e verificação de estrangeiros que pretendem entrar nos Estados Unidos.

O anúncio ocorre dias após a prisão de um cidadão afegão acusado de atirar contra dois soldados da Guarda Nacional durante o feriado de Ação de Graças, episódio citado por autoridades americanas como parte do contexto de segurança.

Com a nova proclamação, passam a ter a entrada totalmente suspensa nos EUA cidadãos de Burkina Faso, Mali, Níger, Sudão do Sul e Síria.

Além disso, o governo norte-americano determinou a proibição total de entrada de pessoas que possuam documentos de viagem emitidos pela Autoridade Palestina, alegando a impossibilidade de verificação adequada dessas credenciais.

A medida mantém o veto já existente para cidadãos de 12 países considerados de “alto risco”: Afeganistão, Mianmar, Chade, República do Congo, Guiné Equatorial, Eritreia, Haiti, Irã, Líbia, Somália, Sudão e Iêmen. Dois países que antes estavam sujeitos apenas a restrições parciais — Laos e Serra Leoa — passaram agora a enfrentar proibição total.

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Restrições parciais

Outros 15 países foram adicionados à lista de restrições parciais de entrada, que afetam categorias específicas de vistos, como turismo, estudo e intercâmbio. São eles: Angola, Antígua e Barbuda, Benim, Costa do Marfim, Dominica, Gabão, Gâmbia, Malaui, Mauritânia, Nigéria, Senegal, Tanzânia, Tonga, Zâmbia e Zimbábue.

Permanecem sob restrições parciais Burundi, Cuba, Togo e Venezuela.

Segundo o documento, os critérios para a ampliação das restrições incluem corrupção generalizada, emissão de documentos civis considerados fraudulentos ou pouco confiáveis, ausência de registros criminais adequados e falhas nos sistemas de identificação.

O governo também cita altas taxas de permanência ilegal após o vencimento de vistos, recusa de países em aceitar de volta cidadãos deportados e a presença de grupos terroristas ou criminosos em determinadas regiões.

“As restrições e limitações impostas pela Proclamação são necessárias para impedir a entrada de cidadãos estrangeiros sobre os quais os Estados Unidos não possuem informações suficientes para avaliar os riscos que representam”, afirma o texto.

O documento acrescenta que a política busca obter maior cooperação de governos estrangeiros, fazer cumprir as leis de imigração e atender a objetivos de segurança nacional e combate ao terrorismo.

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