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Carnes: Trump chama gigantes do setor de monopólio nefasto e arma ofensiva

Trump diz que a medida busca enfrentar o poder de grandes processadoras em meio à alta do preço da carne bovina. "Monopólio nefasto", afirmou

28/08/2026 17:40
Kevin Dietsch/Getty Images
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump durante coletiva - Metropoles

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (28/8) que prepara uma ordem para permitir que pecuaristas e agricultores processem os próprios alimentos.

A medida, segundo o republicano, busca reduzir a dependência dos produtores em relação às grandes empresas de processamento de carnes, que ele acusa de exercerem um poder excessivo sobre o setor.

Sem citar quais empresas seriam afetadas, ele ressaltou que quatro companhias estariam tornando a vida dos produtores americanos “miserável”.

“Há anos ouço que enfrentam um enorme problema com as grandes processadoras, que muitos consideram um monopólio nefasto”, afirmou.

Trump não informou quando a ordem será anunciada, mas disse ter autorizado a elaboração dos documentos legais necessários para enfrentar o que classificou como um “poderoso monopólio”.

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A iniciativa ocorre em meio à pressão sobre o preço da carne bovina nos Estados Unidos. O valor elevado do produto se tornou uma preocupação para consumidores e produtores e ganhou espaço nas discussões econômicas do governo a poucos meses das eleições de meio de mandato, marcadas para novembro.

A secretária de Agricultura dos Estados Unidos, Brooke Rollins, afirmou ainda que o governo fará “grandes anúncios” sobre o processamento de carne bovina a partir de segunda-feira (31/8).

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Carne moída
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Cor não determina a qualidade nutricional da carne, diz nutricionista
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Cor não determina a qualidade nutricional da carne, diz nutricionista

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Carne bovina em alta

  • A ofensiva do governo ocorre em um momento de forte pressão sobre os preços da carne nos Estados Unidos.
  • Segundo dados do Bureau of Labor Statistics, o preço de uma libra de carne moída — equivalente a aproximadamente 453,6 gramas — chegou a US$ 6,82 em junho deste ano.
  • O valor representa alta de 79% em relação ao início de 2019.
  • A elevação está relacionada principalmente à redução do rebanho e da produção americana, enquanto a demanda dos consumidores permanece elevada.
  • O rebanho bovino dos Estados Unidos atingiu o menor nível em 75 anos, contribuindo para a redução da oferta e para a alta dos preços.
  • Mesmo sendo um dos maiores produtores mundiais, os Estados Unidos precisam recorrer à carne importada para complementar a oferta doméstica.

Na quarta-feira (26/8), o presidente assinou uma proclamação que amplia temporariamente a cota de importação de determinados produtos de carne bovina sujeitos a uma tarifa menor. A decisão acrescentou 300 mil toneladas ao volume que poderá entrar nos Estados Unidos dentro do sistema de cotas.

A ampliação foi direcionada exclusivamente a aparas de carne bovina magra, utilizadas principalmente na produção de carne moída e hambúrgueres.

As 300 mil toneladas adicionais serão distribuídas em três períodos de 30 dias. A primeira parcela, de 100 mil toneladas, começa em 1º de setembro. A segunda será disponibilizada em 1º de outubro, e a terceira, a partir de 31 de outubro.

O secretário de Agricultura e o representante comercial dos Estados Unidos deverão monitorar se a carne importada dentro da nova cota está sendo comercializada por um preço pelo menos 25% inferior ao valor de mercado das aparas magras de carne bovina.