Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Mundo

Trump diz estar "satisfeito" com Hegseth e descarta falta de mísseis

Apesar de relatos de atritos sobre estoques de armas, Donald Trump elogia o chefe do Pentágono. "Pete é altamente respeitado", declarou

06/08/2026 15:39, atualizado 06/08/2026 15:57
Anna Moneymaker/Getty Images
Imagem colorida de Trump e Pete Hegseth - Metrópoles

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, saiu em defesa do secretário de Guerra, Pete Hegseth, nesta quinta-feira (6/8), e negou que exista uma crise entre os dois por causa da escassez de munições no arsenal norte-americano.

Em publicação na rede Truth Social, o republicano afirmou estar “extremamente satisfeito” com o desempenho do chefe do Pentágono e classificou como “notícias falsas” os relatos de conflitos entre integrantes do governo responsáveis pela área de Defesa.

“Tudo tem sido extraordinário”, escreveu Trump, ao citar ações de seu governo e a condução da guerra contra o Irã. Segundo o presidente, Hegseth é “muito respeitado” dentro das Forças Armadas e promoveu “melhorias extraordinárias” desde que assumiu o cargo.

Trump destacou ainda a eliminação do programa de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI) nas Forças Armadas e afirmou que o recrutamento atingiu níveis históricos. Ao mesmo tempo, rejeitou os relatos de que estaria insatisfeito com o secretário.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles
Trump diz estar “satisfeito” com Hegseth e descarta falta de mísseis - destaque galeria
3 imagens
Presidente dos EUA, Donald Trump
Donald Trump e Pete Heghseth
Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth
1 de 3

Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth

Andrew Harnik/Getty Images
Presidente dos EUA, Donald Trump
2 de 3

Presidente dos EUA, Donald Trump

White House/ reprodução
Donald Trump e Pete Heghseth
3 de 3

Donald Trump e Pete Heghseth

Anna Moneymaker/Getty Images

A manifestação ocorreu após uma reportagem do portal norte-americano The Washington Post apontar que o republicano teria confrontado o chefe do Pentágono durante uma reunião em Camp David, na semana passada.

De acordo com o relato, Trump acreditava que o problema já havia sido solucionado e teria dito que se sentiu enganado pelo secretário. Hegseth, por sua vez, teria atribuído parte da responsabilidade ao vice-secretário de Guerra, Stephen Feinberg, por não ter informado adequadamente o presidente sobre a situação dos arsenais.

Escassez de mísseis

Os relatos de tensão surgem em meio a preocupações sobre os estoques de armamentos dos Estados Unidos após a guerra contra o Irã.

Segundo a imprensa internacional, o Exército norte-americano utilizou “praticamente todo” o estoque de determinados mísseis de precisão de longo alcance durante o conflito. Entre as armas afetadas estão os Sistemas de Mísseis Táticos do Exército (ATACMS) e os Mísseis de Ataque de Precisão (PrSM).

Os armamentos são considerados estratégicos por permitirem ataques de precisão a longa distância. Os ATACMS, por exemplo, foram empregados pela Ucrânia durante a guerra contra a Rússia. Já o PrSM é uma geração mais recente, com alcance superior ao ATACMS, e foi desenvolvido para substituí-lo.

Trump, entretanto, negou nesta quinta-feira que os Estados Unidos estejam enfrentando uma escassez de munições.

“Temos quantidades maciças de ‘munições’, especialmente de certos tipos”, afirmou o presidente, sem especificar quais armamentos. Ele acrescentou que novas unidades estão sendo fabricadas e enviadas aos Estados Unidos conforme a necessidade.

Ainda conforme o mandatário, empresas do setor de Defesa estão ampliando a capacidade industrial. “As empresas de defesa estão construindo o maior número de instalações e fábricas na história do nosso país”, escreveu.