Trump diz estar "satisfeito" com Hegseth e descarta falta de mísseis
Apesar de relatos de atritos sobre estoques de armas, Donald Trump elogia o chefe do Pentágono. "Pete é altamente respeitado", declarou

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, saiu em defesa do secretário de Guerra, Pete Hegseth, nesta quinta-feira (6/8), e negou que exista uma crise entre os dois por causa da escassez de munições no arsenal norte-americano.
Em publicação na rede Truth Social, o republicano afirmou estar “extremamente satisfeito” com o desempenho do chefe do Pentágono e classificou como “notícias falsas” os relatos de conflitos entre integrantes do governo responsáveis pela área de Defesa.
“Tudo tem sido extraordinário”, escreveu Trump, ao citar ações de seu governo e a condução da guerra contra o Irã. Segundo o presidente, Hegseth é “muito respeitado” dentro das Forças Armadas e promoveu “melhorias extraordinárias” desde que assumiu o cargo.
Trump destacou ainda a eliminação do programa de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI) nas Forças Armadas e afirmou que o recrutamento atingiu níveis históricos. Ao mesmo tempo, rejeitou os relatos de que estaria insatisfeito com o secretário.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA manifestação ocorreu após uma reportagem do portal norte-americano The Washington Post apontar que o republicano teria confrontado o chefe do Pentágono durante uma reunião em Camp David, na semana passada.
De acordo com o relato, Trump acreditava que o problema já havia sido solucionado e teria dito que se sentiu enganado pelo secretário. Hegseth, por sua vez, teria atribuído parte da responsabilidade ao vice-secretário de Guerra, Stephen Feinberg, por não ter informado adequadamente o presidente sobre a situação dos arsenais.
Escassez de mísseis
Os relatos de tensão surgem em meio a preocupações sobre os estoques de armamentos dos Estados Unidos após a guerra contra o Irã.
Segundo a imprensa internacional, o Exército norte-americano utilizou “praticamente todo” o estoque de determinados mísseis de precisão de longo alcance durante o conflito. Entre as armas afetadas estão os Sistemas de Mísseis Táticos do Exército (ATACMS) e os Mísseis de Ataque de Precisão (PrSM).
Trump, entretanto, negou nesta quinta-feira que os Estados Unidos estejam enfrentando uma escassez de munições.
“Temos quantidades maciças de ‘munições’, especialmente de certos tipos”, afirmou o presidente, sem especificar quais armamentos. Ele acrescentou que novas unidades estão sendo fabricadas e enviadas aos Estados Unidos conforme a necessidade.
Ainda conforme o mandatário, empresas do setor de Defesa estão ampliando a capacidade industrial. “As empresas de defesa estão construindo o maior número de instalações e fábricas na história do nosso país”, escreveu.









