Trump diz que Putin fornecerá diesel e prevê queda recorde nos preços
De acordo com Trump, Putin teria prometido liberar 300 mil toneladas imediatamente, outras 500 mil em novembro e mais 1 milhão na sequência

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, nesta sexta-feira (9/10), que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, concordou em liberar centenas de milhares de toneladas de diesel para os mercados americano e global.
Segundo o republicano, o fornecimento começará imediatamente e poderá chegar a milhões de toneladas nos próximos meses, em meio à alta dos preços dos combustíveis provocada pela guerra com o Irã e pela escalada dos conflitos envolvendo a Rússia e a Ucrânia.
Em publicação em sua rede social, a TruthSocial, Trump declarou ter acabado de concluir uma conversa “extremamente proveitosa” com Putin.
O norte-americano afirmou que a Rússia fornecerá mais de 300 mil toneladas de diesel imediatamente, outras 500 mil toneladas durante novembro e mais 1 milhão de toneladas na sequência. Segundo ele, o volume poderá aumentar em mais 3 milhões de toneladas, dependendo das condições das refinarias russas.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles“Com o nosso controle total do Estreito de Ormuz e este grande anúncio sobre a energia russa, os preços do diesel para os americanos e, de fato, para o mundo, cairão em números recordes rapidamente!”, escreveu.
O presidente também afirmou que impedir o Irã de obter armas nucleares continua sendo um objetivo do governo americano. Na mesma publicação, disse que preços mais baixos são prioridade, especialmente para agricultores, pecuaristas e caminhoneiros dos Estados Unidos.
Até o momento, não foram apresentados detalhes públicos sobre os mecanismos de entrega do combustível, os prazos logísticos ou as condições comerciais do fornecimento. Também não está claro como o anúncio será conciliado com as restrições russas às exportações de diesel e com as sanções impostas a Moscou.
Logo após o anúncio de Trump, o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), ligado ao Departamento do Tesouro dos EUA, emitiu uma licença geral que autoriza, até as 0h01 de 7 de abril de 2027 (no horário de verão do leste americano), transações relacionadas à venda, entrega, descarga e importação de diesel de origem russa, inclusive para os Estados Unidos.
A autorização abrange operações que seriam proibidas pelas regulamentações americanas de sanções contra a Rússia, mas não permite débitos em contas mantidas em instituições financeiras dos EUA pertencentes ao Banco Central russo, ao Fundo Nacional de Riqueza da Rússia ou ao Ministério das Finanças do país.
Rússia mantém restrições à exportação de diesel
- Após ataques ucranianos contra instalações energéticas da Rússia, o governo de Moscou impôs, em julho, uma proibição à exportação de diesel, prorrogada até o fim de outubro.
- A medida representa um obstáculo a ser esclarecido diante do compromisso anunciado por Trump.
- Não há, nas informações divulgadas pelo presidente americano, detalhes sobre uma eventual exceção à proibição, a origem dos volumes prometidos ou a forma como o combustível chegaria aos compradores internacionais.
- As sanções impostas à Rússia desde a invasão em larga escala na Ucrânia também complicam as operações comerciais e financeiras relacionadas ao setor energético russo.
- No início deste ano, Trump aliviou temporariamente determinadas sanções contra Moscou em uma tentativa de conter a alta dos preços do petróleo.
A alta dos combustíveis também está relacionada à guerra com o Irã, iniciada em fevereiro, segundo o material de referência. Desde o começo do conflito, o preço do diesel subiu quase 70%, pressionando os custos de transporte e produção e ampliando as preocupações com a inflação global.
Nas últimas semanas, a escalada da guerra entre Rússia e Ucrânia também contribuiu para a pressão sobre o mercado de energia.




