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Mundo

Trump oferece "demissão adiada" para servidor público federal. Entenda

A oferta foi feita por meio de e-mail enviado aos funcionários públicos federais. Se aceitarem a demissão, receberão salário até setembro

29/01/2025 10:18, atualizado 29/01/2025 11:20
Ron Sachs-Pool/Getty Images
Presidente dos EUA, Donald Trump, analisa as tropas no Emancipation Hall após tomar posse em 20 de janeiro de 2025 em Washington, DC - Metrópoles

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ofereceu aos funcionários públicos federais a chance de pedir “demissão adiada”, ou seja, eles solicitariam a demissão agora, mas continuariam recebendo os salários até setembro de 2025, sem precisar trabalhar.


O que está acontecendo

  • Como medida para reduzir o orçamento, Trump propôs que os funcionários se demitissem.
  • Caso o funcionário se demita até 6 de fevereiro, receberá salário até setembro de 2025.
  • Segundo a administração, a medida geraria economia de cerca de US$ 100 bilhões.
  • A proposta foi feita por e-mail.

Um alto funcionário da administração trumpista disse à NBC que o governo espera demissão de 5% a 10% da força de trabalho federal, o que, segundo a gestão atual dos EUA, geraria economia de cerca de US$ 100 bilhões (R$ 589 bilhões).

A medida está aberta a todos os funcionários federais em tempo integral, à exceção dos membros das Forças Armadas, dos funcionários do Serviço Postal e de pessoas com cargos relacionados à imigração e segurança nacional.

“Os contribuintes americanos pagam os salários dos funcionários do governo federal; portanto, merecem funcionários trabalhando em seu nome que realmente apareçam para trabalhar em nossos maravilhosos prédios federais, também pagos pelos contribuintes”, afirmou a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt.

Segundo a secretária, “se eles não quiserem trabalhar no escritório e contribuir para tornar a América grande novamente, então são livres para escolher uma linha de trabalho diferente. E a Administração Trump fornecerá pagamento muito generoso de oito meses”.

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Comunicado por e-mail

Os funcionários ficaram sabendo da “demissão adiada” por meio de um e-mail enviado por um sistema criado pelo governo Trump que dá às autoridades a capacidade de enviar e-mails a todos os funcionários federais de uma só vez.

“Estamos procurando ouvir funcionários do governo federal. Se você estiver disposto a falar conosco, envie um e-mail para tips@nbcuni.com ou entre em contato conosco por um destes métodos”, informa a mensagem eletrônica.

O e-mail inclui rascunho de carta de demissão. Se o funcionário deseja renunciar ao cargo, ele poderá responder com a palavra “demissão”. O período de resposta começou nessa terça-feira (28/1) e segue até 6 de fevereiro.

“Se você escolher permanecer em sua posição atual, agradecemos por seu foco renovado em servir o povo americano com o melhor de suas habilidades e esperamos trabalhar juntos como parte de uma força de trabalho federal aprimorada”, destaca o e-mail enviado aos trabalhadores federais.

No texto, é destacado que, “neste momento, não podemos lhe dar garantia total sobre a certeza de sua posição ou agência, mas, se sua posição for eliminada, você será tratado com dignidade e receberá as proteções em vigor para tais posições”.

A mensagem explica, ainda, que, se o trabalhador pedir demissão sob o programa oferecido, “manterá todos os salários e benefícios, independentemente de sua carga horária diária, e ficará isento de todos os requisitos de trabalho presencial aplicáveis ​​até 30 de setembro de 2025 (ou antes, se você decidir acelerar sua demissão por qualquer motivo)”.