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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou nesta sexta-feira (12/1) que tenha usado palavras de baixo calão contra os imigrantes do Haiti, El Salvador e de países africanos.

“A linguagem usada por mim no encontro do Daca foi dura, mas não foi aquela linguagem que usei. O que foi realmente duro foi a proposta extravagante feita – um grande passo atrás para o Daca”, escreveu o presidente no Twitter.

A mídia norte-americana reportou que Trump usou o termo “buracos de merda” para se referir aos imigrantes que vinham dos dois países da América Central e da África. A fala imputada ao presidente dos EUA, publicada por todos os grandes jornais norte-americanos, teve grande repercussão.

O porta-voz das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Rupert Colville, declarou que as palavras eram “vergonhosas e chocantes” e que tais comentários poderiam causar xenofobia por parte da população norte-americana contra os imigrantes.

“Não se pode liquidar países inteiros como “buracos de merda”. Isso pode danificar e destruir a vida de muitas pessoas com base nos países de onde vêm. Elas vão contra os valores universais que o mundo duramente perseguiu depois da Segunda Guerra Mundial e o Holocausto”, acrescentou Colville.

Já a porta-voz da União Africana, Ebba Kalon, disse em entrevista à agência de notícias Associated Press que a fala de Trump a deixou “francamente assustada”.

“Dada a realidade histórica de como muitos africanos chegaram aos Estados Unidos, como escravos, essa declaração vai contra qualquer comportamento e prática aceitáveis. E é particularmente surpreendente, já que os EUA são um exemplo global de como a migração fez nascer uma nação construída sobre fortes valores de diversidade e oportunidade”, ressaltou Kalon.