Trump recua e minimiza acusação contra a China sobre eleição dos EUA
Presidente dos EUA diz que Washington também realiza ações de espionagem contra Pequim e evita anunciar punições pelo suposto caso

Poucos dias após acusar a China de promover a “maior violação de dados eleitorais da história”, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, minimizou, nesta terça-feira (21/7), o episódio e afirmou que Washington também realiza operações semelhantes contra Pequim.
Trump indicou que o tema será tratado em conversas entre autoridades dos dois países, mas descartou qualquer medida punitiva imediata e classificou o caso como um episódio do passado.
Na semana passada, em pronunciamento na Casa Branca, o republicano declarou que a China teria obtido ilegalmente dados de cerca de 220 milhões de eleitores americanos a partir de 2020.
Na ocasião, classificou a suposta invasão como um “pesadelo sem precedentes para a segurança eleitoral” e disse ter determinado ao diretor do FBI, Kash Patel, a abertura de uma investigação sobre o caso.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesNesta terça, porém, o republicano adotou um tom diferente ao comparar a atuação chinesa às práticas dos próprios Estados Unidos.
“Eles fazem coisas e nós fazemos coisas com eles. Para ser honesto, nós também fazemos coisas com eles. Não é uma via de mão única”, declarou.
A mudança de discurso ocorre poucos dias depois de o governo chinês rejeitar formalmente as acusações.
Na sexta-feira (17/7), o Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que as alegações americanas “não têm base factual” e reiterou que Pequim segue uma política de não interferência nos assuntos internos de outros países.
Segundo Pequim, as medidas são discriminatórias, “não servem aos interesses de ninguém” e poderão ser respondidas com contramedidas recíprocas.
Acusações sobre a eleição de 2020
As declarações fazem parte de uma nova ofensiva de Trump para questionar o processo eleitoral de 2020, vencido pelo democrata Joe Biden.
Trump também voltou a defender mudanças nas regras eleitorais e reiterou alegações de fraude na disputa presidencial.
As acusações, no entanto, não foram confirmadas por investigações oficiais. Auditorias eleitorais, decisões da Justiça americana e avaliações das agências de inteligência dos Estados Unidos não encontraram evidências de fraude em escala suficiente para alterar o resultado da eleição.
Autoridades eleitorais do país classificaram o pleito de 2020 como um dos mais seguros da história norte-americana.









