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Após telefonema, Trump e Petro confirmam encontro na Casa Branca

Presidentes dos Estados Unidos e da Colômbia concordaram em ter uma reunião para discutir temas polêmicos e esfriar tensões diplomáticas

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Chip Somodevilla/Getty Images – Colombia Presidency / Handout/Anadolu via Getty Images
Donald Trump e Gustavo Petro
1 de 1 Donald Trump e Gustavo Petro - Foto: Chip Somodevilla/Getty Images – Colombia Presidency / Handout/Anadolu via Getty Images

Os presidentes Donald Trump, dos Estados Unidos, e Gustavo Petro, da Colômbia, concordaram em ter um encontro presencial, na Casa Branca, em Washington. Após uma série de ataques nos últimos meses, o republicano e o colombiano conversaram por telefone, nessa quarta-feira (7/1), para tentar esfriar as tensões diplomáticas.

O encontro, ainda sem data marcada, está sendo organizado pela diplomacia dos dois países. Após o telefonema, Petro usou as redes sociais para comemorar o avanço na relação com os EUA. “Histórico. O diálogo é sempre necessário para a paz”, escreveu.

O colombiano também adiantou alguns dos temas que serão tratados na reunião na Casa Branca. “Falaremos com o presidente Trump sobre a paz e a democracia globais, a paz na América Latina e sua soberania, a paz na Colômbia e a estratégia antidrogas”, afirmou.

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Gustavo Petro e Donald Trump
Os presidentes Gustavo Petro (da Colômbia) e Donald Trump (dos EUA)
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Gustavo Petro, Donald Trump e Nicolás Maduro

Arte Metrópoles/Gabriel Lucas
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Os presidentes Gustavo Petro (da Colômbia) e Donald Trump (dos EUA)

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Sebastian Barros/Chip Somodevilla/Getty Images

 

Pela rede social Truth Social, Donald Trump destacou os temas tratados ao telefone. “Foi uma grande honra falar com o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, que me telefonou para explicar a situação das drogas e de outros desacordos que tivemos. Agradeci sua chamada e seu tom e espero me reunir com ele em um futuro próximo”, escreveu.

O republicano também confirmou o encontro presencial em Washington. “Estão sendo feitos acertos entre o secretário de Estado Marco Rubio e o chanceler da Colômbia. A reunião vai acontecer na Casa Branca“, afirmou Trump.

Logo após capturar o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, no sábado (3/1), o líder norte-americano não descartou uma possível operação militar dos EUA na Colômbia, sob a mesma justificativa da utilizada no ataque contra Caracas: combater o narcotráfico.

Desde o fim do último ano, o presidente colombiano passou a ser apontado por Trump como “traficante de drogas ilegais”.

As ameaças contra Petro surgiram após o líder da Colômbia se posicionar, de forma dura, contra a presença militar dos EUA na América Latina e no Caribe, além de críticas sobre os bombardeios norte-americanos contra embarcações que navegam por águas da região.

Petro celebra diálogo com Trump

Logo após o telefonema com Trump, Gustavo Petro fez um discurso durante uma manifestação em Bogotá. Segundo ele, o telefonema durou cerca de uma hora e tratou de dois temas principais: Venezuela e narcotráfico.

“Obviamente, eu estava apreensivo. Na conversa, toquei em dois temas para não prolongar demais e fiz um pedido: que sejam restabelecidas as comunicações diretas entre as chancelarias e os presidentes. Se não houver diálogo, há guerra. Se não houver conversa, estamos perdidos”, afirmou durante discurso.

Petro disse ainda que apresentou dados sobre o combate às drogas durante a ligação. “Então, tratei de dois temas: Venezuela e narcotráfico. Tive de apresentar alguns números, porque sou questionado por estar há 20 anos arriscando minha vida no combate a traficantes poderosos”, declarou.

Tensão entre EUA e Colômbia

A conversa ocorreu após dias de tensão. Depois da captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, por forças norte-americanas, Trump não descartou a possibilidade de uma operação semelhante na Colômbia, sob o argumento de combate ao narcotráfico. Ele disse que o país “está muito doente, governado por um homem doente que gosta de produzir cocaína”.

Petro reagiu às declarações e defendeu os resultados de sua política antidrogas. Em publicação no X (antigo Twitter), afirmou ter obtido números históricos de apreensão de cocaína e rebateu acusações de conivência com o tráfico. “Esses são fatos, não retórica”, escreveu, ao dizer que os resultados representam bilhões de doses que não chegaram aos Estados Unidos.

Três dias após as ameaças, milhares de colombianos atenderam à convocação do presidente e foram às ruas em defesa da soberania nacional. A principal manifestação ocorreu na Praça de Bolívar, em Bogotá, onde Petro discursou. Ele classificou as mobilizações como resposta às falas de Trump e defendeu que o país não aceite ameaças externas.

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