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Eleições 2026Mundo

Trump diz que todos os candidatos que apoiou na América Latina venceram

“Até agora, acho que estou nove em nove. Todos que apoiei venceram”, afirmou Trump ao citar vitórias de aliados na Colômbia e Argentina

23/09/2026 15:57
Andrew Harnik/Getty Images
Presidente dos EUA, Donald Trump - Metrópoles

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, nessa terça-feira (22/9), que todos os candidatos que ele apoiou em eleições na América Latina foram vitoriosos. Durante um evento do Escudo das Américas, em Nova York, o republicano disse ter um aproveitamento de “nove em nove” entre os candidatos que receberam seu endosso.

“Até agora, acho que estou nove em nove. Todos que apoiei venceram”, ressaltou ao lado de líderes e representantes de países latino-americanos.

Ao citar exemplos, o republicano destacou a eleição do presidente colombiano, Abelardo de la Espriella, e mencionou duas vitórias na Argentina, em referência ao aliado Javier Milei. O republicano havia declarado apoio público a De la Espriella durante a campanha colombiana.

O colombiano é um dos novos integrantes do Escudo das Américas, iniciativa liderada por Washington para ampliar a cooperação regional no combate ao narcotráfico, ao crime organizado e a outras ameaças de segurança.

Durante o evento, Trump afirmou que houve uma “grande mudança” política nos países da região e associou o avanço de governos de direita à agenda de segurança defendida pela coalizão.

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Ricardo Stuckert/PR
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Carla Sena/Arte Metrópoles
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Molly Riley/ White House

Endossos de Trump

A declaração do norte-americano ocorre após a divulgação de um relatório reservado da Abin, que apontou como crítico o risco de interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras de 2026.

Lula criticou ingerências externas em processos eleitorais e defendeu a soberania do país durante discurso na 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. “O Brasil não cabe no quintal de ninguém”, destacou o presidente.


PCC e CV

  • Pouco depois da declaração de Trump sobre seus aliados eleitorais, Estados Unidos e outros 14 países anunciaram uma ação conjunta contra 24 organizações classificadas na declaração como grupos “narcoterroristas”.
  • A lista inclui o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), facções brasileiras designadas pelo governo norte-americano como organizações terroristas estrangeiras.
  • A declaração prevê que os países adotem, de acordo com suas próprias legislações e compromissos internacionais.
  • Trump havia pedido aos integrantes do Escudo das Américas que adotassem formalmente as organizações classificadas pelos Estados Unidos como ameaças comuns.
  • A iniciativa reúne, além dos Estados Unidos, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e Trinidad e Tobago.
  • O Brasil não integra a coalizão.

Pressão sobre o Brasil

A ofensiva regional ocorre em meio ao aumento das críticas de Washington ao governo Lula na área de segurança.

Na semana passada, a Casa Branca divulgou a lista de países considerados grandes produtores ou pontos de trânsito de drogas ilícitas para os Estados Unidos. O documento incluiu 23 países e apontou quatro — Afeganistão, Bolívia, Mianmar e Colômbia — como aqueles que, na avaliação do governo americano, haviam falhado de forma demonstrável em cumprir compromissos internacionais de combate às drogas.

Embora o Brasil não tenha sido incluído nesse grupo de quatro países, o documento fez uma crítica específica ao governo brasileiro. Washington afirmou que o país havia falhado no enfrentamento ao PCC e ao CV e cobrou medidas mais duras contra as organizações.