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Mundo

Trump demite “Barbie do Ice” e coloca senador lutador de MMA no lugar

Após críticas às operações do ICE em Minneapolis, Kristi Noem é a primeira secretária de gabinete a ser demitida no segundo mandato de Trump

05/03/2026 18:57, atualizado 05/03/2026 19:18
Anna Moneymaker/Getty Images, Chip Somodevilla/Getty Images, Reprodução/Senado dos EUA
Kristi Noem, Trump, Markwayne Mullin - Metrópoles

A primeira secretária de gabinete a ser demitida por Donald Trump em seu segundo mandato na Casa Branca é Kristi Noem, do Departamento de Segurança Interna, conhecida como “Bárbie do Ice”. O presidente dos Estados Unidos confirmou a saída em publicação na rede Truth Social, nesta quinta-feira (5/3).

Segundo Trump, Noem “serviu muito bem [aos EUA] e obteve inúmeros e espetaculares resultados (especialmente na fronteira!)”. “Agradeço à Kristi por seu serviço na Segurança Interna”, afirmou.

No lugar dela, o presidente dos EUA anunciou Markwayne Mullin, senador pelo estado de Oklahoma. “Tenho o prazer de anunciar que o altamente respeitado Senador dos Estados Unidos pelo grande Estado de Oklahoma, Markwayne Mullin, assumirá o cargo de Secretário de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS), a partir de 31 de março de 2026”, escreveu ele, mesmo que o nome de Mullin precise passar pelo crivo do Senado, antes disso.

Trump acrescentou, ainda, que Mullin é ex-lutador profissional de MMA e “um guerreiro” do movimento Make America Great Again (MAGA).

“Markwayne trabalhará incansavelmente para manter nossas fronteiras seguras, impedir a entrada ilegal de imigrantes, assassinos e outros criminosos em nosso país, acabar com o flagelo das drogas ilegais e tornar a América segura novamente. Markwayne será um Secretário de Segurança Interna espetacular”, disse o republicano.

Kristi Noem será agora enviada especial para o Escudo das Américas, da nova Iniciativa de Segurança no Hemisfério Ocidental, que os norte-americanos devem anunciar no próximo sábado (7/3), na Flórida.

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O que levou à demissão?

A saída dela ocorreu após uma onda de críticas à sua gestão nas operações do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) em Minneapolis, após as mortes de Renee Good e Alex Pretti por agentes federais, em janeiro. Kristi Noem chegou a ser afastada da liderança das operações no estado em decorrência do desagrado público.

A gota d’água teria sido depois que Trump telefonou para republicanos e aliados importantes perguntando se deveria demiti-la, segundo informou a ABC News. O presidente teria expressado “profunda frustração” especificamente com o depoimento da ex-secretária durante uma audiência do Comitê Judiciário do Senado, na última terça-feira (3/3).

Trump teria ficado irritado após Noem ter dito que o presidente estadunidense sabia e teria aprovado uma campanha publicitária de US$ 220 milhões financiada pelos contribuintes, o que ele teria negado internamente.

No X, Noem se pronunciou: “Obrigada, presidente Trump, por me nomear enviada especial para o Escudo das Américas. @SecRubio e @SecWar são líderes incríveis e estou ansiosa para trabalhar em estreita colaboração com eles para desmantelar os cartéis que inundaram nossa nação com drogas e mataram nossos filhos e netos. Realizamos conquistas históricas no Departamento de Segurança Interna para tornar a América segura novamente”.

Mullin, por sua vez, disse no Senado que está entusiasmado com a nomeação. “Estamos entusiasmados, ansiosos para começar a trabalhar, mas ainda temos o processo de nomeação. Queremos que o Departamento de Segurança Interna trabalhe para o povo americano, e esse será o nosso foco. Portanto, estamos abertos a novas ideias, a fazer coisas que, como eu disse, resolvam o problema que precisamos resolver”.