Trump cria fundo bilionário para indenizar “perseguidos” nos EUA
O fundo criará um processo legal para que pessoas que alegam perseguição política possam apresentar pedidos de reparação financeira
atualizado
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O governo do presidente Donald Trump anunciou, nesta segunda-feira (18/5), a criação de um fundo de quase US$ 1,8 bilhão (cerca de R$ 9,1 bilhões) destinado a indenizar pessoas que alegam ter sido alvo de investigações e processos motivados por perseguição política nos Estados Unidos.
Batizado de “Anti-Weaponization Fund”, o programa foi apresentado como parte do acordo judicial que encerrou a ação de US$ 10 bilhões movida por Trump contra a Receita Federal americana, o Internal Revenue Service (IRS), após o vazamento de suas declarações de imposto de renda.
O acordo também prevê o encerramento de auditorias e cobranças tributárias envolvendo Trump, familiares e empresas ligadas ao grupo Trump, além de um pedido formal de desculpas ao presidente.
Segundo o procurador-geral interino, Todd Blanche, o fundo criará um mecanismo para que pessoas que afirmem ter sido perseguidas politicamente possam solicitar compensações financeiras ao governo federal.
De acordo com o Departamento de Justiça, os recursos sairão de uma reserva usada tradicionalmente para pagamento de indenizações e acordos judiciais envolvendo o governo americano. O programa poderá analisar denúncias de perseguição política, emitir pedidos oficiais de desculpas e conceder indenizações a candidatos aprovados.
Uma comissão de cinco integrantes, indicada por Blanche, ficará responsável pela análise dos pedidos, embora o presidente tenha poder para substituir membros do grupo. O funcionamento do fundo está previsto até dezembro de 2028.
O governo não informou critérios detalhados para concessão das indenizações nem divulgou possíveis beneficiários.
Entre os casos citados por analistas estão investigações contra aliados de Trump durante o governo do ex-presidente Joe Biden, incluindo processos relacionados à invasão do Capitólio em 6 de janeiro de 2021.
Mais de 1.500 pessoas foram denunciadas pelos ataques. Questionado sobre a possibilidade de envolvidos no episódio receberem compensações, Trump afirmou que a decisão caberá ao comitê responsável pelo fundo.
Entre os aliados do republicano que poderiam tentar reparação financeira estão o ex-estrategista Steve Bannon e o ex-assessor comercial Peter Navarro, ambos condenados por desacato ao Congresso e que negam ter cometido irregularidades.