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Mundo

Trump cita tarifas do etanol brasileiro ao decretar reciprocidade

Donald Trump assinou decreto que determina a imposição de tarifas contra todos os países que taxam importações dos EUA

13/02/2025 17:13, atualizado 09/07/2025 16:59
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Bob Kupbens/Icon Sportswire via Getty Images
Imagem colorida mostra o presidente dos EUA, Donald Trump - Metrópoles

O etanol do Brasil foi citado em um decreto, assinado por Donald Trump nesta quinta-feira (13/2), que determinou tarifas recíprocas contra países que taxam importações de produtos provenientes dos Estados Unidos.


Guerra tarifária

  • Com o objetivo de colocar os interesses dos EUA em primeiro lugar, Donald Trump iniciou uma guerra tarifária após iniciar seu segundo mandato como presidente norte-americano. 
  • No início da semana, Trump anunciou a taxação de 25% sobre todas as importações norte-americanas de aço e alumínio. 
  • A medida atingiu diretamente o Brasil, que é atualmente o terceiro maior exportador de aço para os EUA.

De acordo com o documento, a administração Trump avalia que a aplicação de tarifas sobre o combustível é desigual entre os dois países.

“A tarifa dos EUA sobre o etanol é de apenas 2,5%. No entanto, o Brasil cobra uma tarifa de 18% sobre as exportações de etanol dos EUA. Como resultado, em 2024, os EUA importaram mais de US$ 200 milhões em etanol do Brasil, enquanto exportaram apenas US$ 52 milhões em etanol para o Brasil”, diz o texto do decreto.

Na prática, as importações de etanol brasileiro para os Estados Unidos podem sofrer aumentos nas tarifas e se igualar aos 18% aplicados pelo Brasil.

Em 10 de janeiro, o Brasil já havia sido atingido por outra decisão da guerra tarifária imposta por Trump contra o mundo. Na ocasião, o presidente norte-americano anunciou que os EUA passariam a taxar em 25% todas as importações de aço e alumínio que entrassem no país.

Ao lado do México e Canadá, o Brasil é um dos maiores fornecedores de aço para os EUA. No seu primeiro mandato, entre 2017 e 2021, Trump adotou uma medida semelhante, o que levou ao anúncio de demissões em empresas do setor no Brasil. Na época, o republicano voltou atrás e a cobrança foi cancelada.