Trump cancela ataque ao Irã após pedido para fechar acordo
Donald Trump diz que suspendeu ofensiva após pedido de países da região, mas cobra pacto sobre Ormuz e programa nuclear iraniano

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na noite desse sábado (1º/8), o cancelamento de um ataque planejado contra o Irã, afirmando que a decisão foi tomada após pedidos de Teerã e de outros países do Oriente Médio para priorizar uma solução diplomática.
Em publicação na rede social Truth Social, Trump afirmou que as Forças Armadas norte-americanas estavam preparadas para lançar uma ofensiva “com níveis de terror militar, força e poder nunca vistos desde a Segunda Guerra Mundial”.
Apesar disso, disse ter aceitado suspender o ataque porque “os parâmetros de um acordo já foram definidos”.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles“Com base nesse pedido, concordei, para o benefício futuro do mundo e, da mesma forma, para a sobrevivência de um Irã próspero e bem-sucedido, em cancelar o ataque, desde que seja possível chegar a um acordo rapidamente. O Estado de Israel se une a mim nesse compromisso”, escreveu.
Ainda de acordo com o chefe da Casa Branca, o entendimento prevê a abertura “imediata, completa e total” do Estreito de Ormuz — principal rota estratégica para o comércio mundial de petróleo — e o encerramento da ameaça representada pelo programa nuclear iraniano.
Breve período
- A nova escalada militar teve início após um breve período de trégua entre Washington e Teerã.
- Seis dias depois de interromper as operações contra o Irã, os Estados Unidos retomaram os bombardeios em 29 de julho.
- Segundo o Comando Central dos EUA (Centcom), a ofensiva foi uma resposta a um suposto ataque surpresa iraniano contra posições norte-americanas no Oriente Médio e ao bombardeio de um navio dos EUA no Egito.
- Na ocasião, o presidente Donald Trump afirmou que os ataques permaneceriam até que o Irã interrompesse as ações consideradas hostis por Washington.
Pressão diplomática
De acordo com a agência estatal saudita, o líder enfatizou a necessidade de priorizar o diálogo e de intensificar os esforços diplomáticos para conter a escalada do conflito.
A declaração de Trump foi recebida com ceticismo e ironia pela imprensa iraniana. Veículos ligados ao governo e ao líder supremo do país negaram que Teerã tenha solicitado a suspensão dos ataques e sustentaram que foi Washington quem recuou diante da possibilidade de uma nova escalada militar.











