Trump ameaça destruir "o resto" do Irã: "Talvez eu tenha que fazê-lo"
Mesmo após admitir influência da guerra na derrota republicana nas eleições legislativas, Trump voltou a ameaçar o regime iraniano

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar o Irã nesta quinta-feira (5/11) e não descartou ampliar os ataques contra o país.
Questionado sobre propostas de mediadores para um acordo envolvendo o programa nuclear iraniano, o republicano afirmou que preferia evitar uma nova ofensiva, mas admitiu a possibilidade de destruir o que ainda resta do território iraniano.
“Eu preferiria não destruir o resto do país, se possível, mas talvez eu tenha que fazê-lo. Vocês saberão em breve”, declarou.
Trump também afirmou que o Irã não poderá fazer nada em relação ao programa nuclear sem a aprovação dos Estados Unidos. A declaração ocorre em meio às negociações sobre o futuro do programa nuclear de Teerã e às ameaças americanas de novas ações militares.
Impacto da guerra nas urnas
A nova ameaça foi feita um dia depois de Trump reconhecer que a guerra contra o Irã contribuiu para a derrota do Partido Republicano nas eleições de meio de mandato, realizadas na terça-feira (3/11).
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesOs democratas conquistaram a maioria na Câmara dos Representantes e no Senado, em um resultado chamado pela imprensa americana de “onda azul”, em referência à cor do partido.
Na quarta-feira (4/11), ao comentar o resultado eleitoral, o chefe da Casa Branca admitiu que o conflito influenciou o desempenho republicano, especialmente por causa dos impactos econômicos da guerra. Apesar disso, defendeu a decisão de iniciar a ofensiva e afirmou que não poderia permitir que o Irã desenvolvesse uma arma nuclear.
Guerra pesou no bolso dos americanos
Iniciada pelos Estados Unidos e por Israel em 28 de fevereiro, a guerra contra o Irã provocou aumento nos preços dos combustíveis e pressionou o custo de vida nos Estados Unidos. Estimativas de fontes do Pentágono apontaram que o conflito pode ter custado até US$ 100 bilhões aos cofres americanos.
Uma pesquisa Reuters/Ipsos divulgada na véspera das eleições de meio de mandato mostrou que 48% dos eleitores apontaram o custo de vida como a principal preocupação na hora de votar.
O levantamento também revelou a insatisfação com a operação militar: 55% dos entrevistados consideraram que a ação contra o Irã não valeu os custos, enquanto 25% avaliaram que valeu a pena. Outros 18% disseram não ter certeza.
Trump justificou a ofensiva como necessária para impedir que o Irã desenvolvesse armas nucleares. Mesmo após declarações do presidente sobre um possível fim do conflito e uma tentativa frustrada de cessar-fogo, a guerra continua.






