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Terra passa de “aquecimento” para “ebulição global”, diz secretário-geral da ONU

O secretário-geral da ONU clamou por uma ação radical a respeito das mudanças climáticas. Julho foi o mais quente da história

atualizado

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Dan Kitwood/Getty Images
Incêndios florestais na Grécia
1 de 1 Incêndios florestais na Grécia - Foto: Dan Kitwood/Getty Images

As temperaturas inéditas registradas ao longo de julho indicam que o planeta Terra passou oficialmente da fase de “aquecimento” para “ebulição global”.

A afirmação é do secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, que clamou por uma ação radical urgente a respeito das mudanças climáticas.

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Ebulição global cruel

Em pronunciamento feito em Nova York, o secretário descreveu o calor intenso que acometeu o Hemisfério Norte como um “verão cruel”. “Para todo o planeta, é um desastre. A menos que haja uma mini-Era do Gelo nos próximos dias, julho de 2023 quebrará recordes em todo o mundo”, afirmou.

E assim aconteceu. Por longos anos, o planeta Terra viveu o que ficou conhecido como aquecimento global. Agora, com o mês de julho sendo o mais quente da história – desde o início das medições humanas –, há uma piora no cenário climático global, o aumento dos desastres ambientais e a chegada oficial da “Era da Ebulição Global”, também intitulada como Fervura Global.

Os impactos extremos das mudanças climáticas têm cumprido as “previsões e os alertas repetidos” de cientistas, analisou o secretário-geral.

Calor insuportável

Ainda segundo Guterres, a única surpresa é “a velocidade da mudança”. Diante de consequências tão “trágicas”, o representante da ONU reiterou o apelo por uma ação rápida e abrangente, voltando a mencionar o setor dos combustíveis fósseis.

“O ar é irrespirável. O calor é insuportável. E o nível de lucros com combustíveis fósseis e falta de ação climática é inaceitável”, acrescentou.

Uma onda de calor avassaladora segue percorrendo países do Hemisfério Norte, incluindo partes da Europa e das Américas. As temperaturas recordes provocam incêndios florestais graves na Grécia, Itália e Argélia, numa clara noção de que os esforços de preparação para ondas de calor dos países estão falhando.

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