Tensão escala e Celso Amorim revela como Lula pode agir contra Israel

Presidente Lula tem sido pressionado a reagir, de forma mais firme, às recentes ações de Israel contra os palestinos na Faixa de Gaza

atualizado

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1 de 1 Imagem colorida mostra Lula e Celso Amorim - Metropoles - Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

Ao passo em que a tensão entre Brasil e Israel aumenta, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva pode agir e tomar medidas mais enérgicas contra o país liderado por Benjamin Netanyahu – como na área do comércio militar. A possibilidade foi levantada pelo embaixador Celso Amorim, braço direito do presidente brasileiro para questões internacionais, nesta quarta-feira (11/6).


Tensão entre Brasil e Israel


Em Brasília, o assessor especial de Lula se reuniu a portas fechadas com parlamentares ligados a partidos de esquerda, além de integrantes da sociedade civil defensores da causa palestina, quando foi cobrado por uma resposta brasileira contra as recentes ações de Israel, e levantou algumas hipóteses.

Ao Metrópoles, fontes com conhecimento sobre o encontro afirmaram que tais medidas são estudadas pelo governo brasileiro. Segundo Amorim, a administração Lula pode começar a retaliação através das relações comerciais militares entre os dois países. Na prática, isso significaria um possível rompimento no comércio de tecnologia e armas.

Venda de armas e munições

Tal medida é um pedido recente de alas do Partido dos Trabalhadores (PT), que defendem a suspensão da venda – e compra – de armas e munições para o país envolvido na guerra da Faixa de Gaza. Como um caso que aconteceu no último ano, envolvendo uma licitação vencida por uma empresa de Israel.

Na época, a empresa israelenses Elbit Systems venceu uma licitação, no valor de R$ 1 bilhão, para fornecer 36 blindados ao Exército do Brasil. O processo, contudo, acabou não sendo concluído por conta de “questões ideológicas”, segundo o ministro da Defesa, José Múcio. Meses depois, o Tribunal de Contas da União (TCU) deu aval para a compra, mas até o momento questões políticas têm travado a negociação.

Durante o encontro, realizado no Palácio do Planalto, o assessor especial de Lula ainda recebeu uma oficio da Federação Árabe Palestina do Brasil (Fepal) pedindo o rompimento de relações com Israel. A medida, no entanto, não está no radar do governo brasileiro, de acordo com fontes diplomáticas ouvidas pelo Metrópoles. 

Brasileiro preso por Israel

Nesta semana, a novela diplomática entre Brasília e Tel Aviv ganhou um novo capítulo, após a prisão do ativista brasileiro Thiago Ávila por forças israelenses.

Ao lado de outros 11 militantes pró-Palestina, ele foi detido pela Marinha de Israel em águas internacionais, enquanto tentava se aproximar da Faixa de Gaza na Flotilha da Liberdade (FFC). O objetivo do grupo era entregar ajuda humanitária para palestinos da região, que enfrentaram recentemente um bloqueio israelense que impediu a entrada de itens básicos, como comida e medicamentos, no enclave. 

 

Thiago continua preso em Israel, após se recusar a assinar os documentos necessários para ser deportado, por entender que não cometeu nenhum crime, como ter entrado ilegalmente no território israelense. Em greve de fome, o ativista foi levado para uma cela solitária diante da recusa, segundo informações da defesa do brasileiro. 

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