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Mundo

Talibã reforça exército com armas deixadas pelos EUA no Afeganistão

Para reforçar exército, Talibã restaurou parte dos equipamentos militares deixados para trás pelos EUA após retirada do Afeganistão

15/06/2024 02:00, atualizado 27/02/2025 17:49
Murteza Khaliqi/Anadolu Agency via Getty Images
Imagem colorida mostra soldados do Talibã segurando armas -Metrópoles

Sob um forte embargo econômico, o Talibã decidiu reformar armas e veículos militares deixados para trás pelos Estados Unidos, após Joe Biden ordenar a retirada de tropas do Afeganistão, para reforçar seu exército.

No último domingo (9/6), o grupo islâmico que comanda o país há quase três anos informou que cerca de 190 armas leves e pesadas foram restauradas e estão prontas para uso.

Talibã reforça exército com armas deixadas pelos EUA no Afeganistão - destaque galeria
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O grupo estima que entre armas leves e pesadas, 190 equipamentos foram restaurados
As armas incluem fuzis de assalto M16
Além de veículos blindados
A estimativa do governo dos EUA é que cerca de 7 bilhões de dólares em equipamento militar ficou no Afeganistão após a retirada das tropas
Além de armas leves e pesadas, Talibã afirmou ter recuperado tanques de guerra
Segundo o Talibã, grupo recuperou armas deixadas para trás por tropas dos EUA
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Segundo o Talibã, grupo recuperou armas deixadas para trás por tropas dos EUA

Divulgação/Ministério da Defesa do Talibã
O grupo estima que entre armas leves e pesadas, 190 equipamentos foram restaurados
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O grupo estima que entre armas leves e pesadas, 190 equipamentos foram restaurados

Divulgação/Ministério da Defesa do Talibã
As armas incluem fuzis de assalto M16
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As armas incluem fuzis de assalto M16

Divulgação/Ministério da Defesa do Talibã
Além de veículos blindados
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Além de veículos blindados

Divulgação/Ministério da Defesa do Talibã
A estimativa do governo dos EUA é que cerca de 7 bilhões de dólares em equipamento militar ficou no Afeganistão após a retirada das tropas
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A estimativa do governo dos EUA é que cerca de 7 bilhões de dólares em equipamento militar ficou no Afeganistão após a retirada das tropas

Divulgação/Ministério da Defesa do Talibã
Além de armas leves e pesadas, Talibã afirmou ter recuperado tanques de guerra
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Além de armas leves e pesadas, Talibã afirmou ter recuperado tanques de guerra

Divulgação/Ministério da Defesa do Talibã
Grupo também recuperou equipamentos de outros países
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Grupo também recuperou equipamentos de outros países

Divulgação/Ministério da Defesa do Talibã

A administração Joe Biden estima que mais de US$ 7 bilhões em equipamentos militares, financiados pelos Estados Unidos, estavam em posse do antigo governo do Afeganistão quando o Talibã voltou ao poder após 20 anos.

Segundo relatório, divulgado pelo Departamento de Defesa do país em 2022, boa parte dos veículos, armas e equipamentos foram destruídos por soldados norte-americanos antes da retirada, enquanto outros acabaram caindo nas mãos do grupo.

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Nas imagens, divulgadas pelo Ministério da Defesa do Talibã, ainda é possível ver veículos como blindados Humvee e M1117. Além disso, o grupo informou ter reparado tanques e outros armamentos internacionais, como lançadores de granadas soviéticos.

“Deve-se mencionar que esses tanques e armas destruídos foram sobras da administração anterior, que estão prontos para serem reutilizados após sua restauração”, disse o Talibã.

Dias após o comunicado, o Talibã compartilhou um vídeo de um treinamento militar do exército local, onde é possível ver os soldados usando armas de fabricação americana como veículos blindados e metralhadoras.

Veja:

Retomada

Há cerca de três anos, o Talibã reassumiu o poder no Afeganistão após vinte anos de ocupação militar dos Estados Unidos.

Desde então, além de diversas sanções econômicas, o grupo enfrenta um isolamento internacional e diversas críticas sobre as políticas implementadas no país.

O Talibã é acusado de enfraquecer a liberdade de expressão no Afeganistão, além de perseguir opositores do regime.

Além disso, a situação das mulheres no país é uma das principais preocupações de observadores internacionais.

Desde 2021, mulheres afegãs tem perdidos direitos básicos como o de trabalhar no setor público, de estudo e até mesmo de frequentar salões de beleza ou fazer ouso de contraceptivos.