Surto de Ebola no Congo soma 689 casos e 139 mortes. Entenda o risco
OMS mantém alerta elevado para a região, mas avalia que a chance de disseminação global da doença é muito baixa

O governo da República Democrática do Congo informou nesta sexta-feira (12/6) que o número de casos confirmados de Ebola chegou a 689 no país, incluindo 139 mortes. Os dados constam em um relatório divulgado pelas autoridades de saúde e consideram os registros contabilizados até essa quinta-feira (11/6).
Nas últimas 24 horas, foram confirmados 17 novos casos da doença, todos na província de Ituri, região onde o surto teve início.
Em maio de 2026, a Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou a circulação da cepa Bundibugyo do vírus Ebola no país e classificou o evento como uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII).
Apesar do avanço da doença, a OMS avalia que o risco de propagação para países vizinhos é alto, mas considera baixa a probabilidade de uma disseminação global.
Especialistas apontam que as características de transmissão do Ebola dificultam a ocorrência de uma pandemia semelhante à observada durante a Covid-19.
Sintomas e transmissão
O vírus é transmitido por meio do contato direto com sangue, secreções e outros fluidos corporais de pessoas ou animais infectados. Também é possível contrair a doença ao tocar superfícies, roupas ou objetos contaminados.
Os primeiros sintomas costumam incluir: febre, cansaço intenso, dores musculares, dor de cabeça e dor de garganta.
Com a progressão da infecção, podem surgir vômitos, diarreia, comprometimento de órgãos e, em alguns casos, manifestações hemorrágicas.
Diante do cenário, as autoridades de saúde recomendam que a população evite contato com casos suspeitos, mantenha hábitos frequentes de higiene das mãos e procure atendimento médico diante do aparecimento de sintomas compatíveis com a doença.


