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“Sofremos ataque terrorista nuclear russo”, denuncia Ucrânia na ONU

O embaixador do país na ONU, Sergiy Kyslytsya, não confia na versão russa para o bombardeio. A Rússia diz que usina está segura

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Conselho de Segurança da ONU se reúne num amplo salão em Nova Iorque. A mesa onde sentam-se os líderes é circular, a frente de um painel - Metrópoles
1 de 1 Conselho de Segurança da ONU se reúne num amplo salão em Nova Iorque. A mesa onde sentam-se os líderes é circular, a frente de um painel - Metrópoles - Foto: Reprodução

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) realiza uma reunião de emergência, após a Rússia cercar e bombardear a maior usina nuclear da Europa, na Ucrânia.

Os líderes iniciaram o encontro por volta das 13h40 desta sexta-feira (4/3), pelo horário de Brasília. Os embaixadores estão preocupados com os riscos que esse tipo de ataque pode trazer, sobretudo em relação à radiação.

O embaixador da Ucrânia na ONU, Sergiy Kyslytsya, não confia na versão russa de que não houve bombardeio à usina. “Sofremos um ataque terrorista nuclear da Rússia”, salientou.

“O órgão de monitoramento não teve acesso à usina. Alguns sistemas não estão funcionando”, denunciou. “É alarmante que muitos funcionários da manutenção da usina tenham sido mortos por soldados russos. Não houve troca de turno”, alertou.

Ele completou: “Exigimos reações claras da agência internacional de energia atômica”, disse, ao defender um posicionamento da comunidade internacional e a retirada das tropas.

EUA faz alerta

A embaixadora dos Estados Unidos, Linda Thomas-Greenfield, pediu que a Rússia retire suas tropas da usina para permitir que os funcionários acessem o local e mantenham a operação segura.

“É preciso avaliar danos e o sistema de arrefecimento dos reatores. Instalações nucleares não podem ser parte desse conflito”, frisou.

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Tropas russas negaram que o incêndio na maior usina nuclear da Europa, a ucraniana Zaporizhzhia, tenha sido ocasionado por bombardeios de militares da Rússia. Ao contrário, segundo o The Independent, eles atribuíram a culpa a esquadrões de sabotagem da Ucrânia.

Rússia nega prejuízos nucleares

O embaixador russo na ONU, Vasily Nebenzia, chamou de “campanha de desinformações contra a Rússia” a acusação de bombardeio à usina. Ele negou que a central tenha sofrido impactos.

“A usina foi tomada em 28 de fevereiro pelas forças russas. Fizemos isso para evitar que nacionalistas ucranianos e outros terroristas se beneficiem e façam ameaças nucleares. Além disso, para evitar interrupção do fornecimento de energia para Ucrânia e consumidores europeus. A equipe que está operando tem experiência e sabe cuidar da usina”, defendeu.

Segundo Nebenzia, a operação continua “normalmente”. “A usina continua operando e não existe nenhum risco de vazamento de material radioativo”, garantiu na ONU.

Brasil condena

O embaixador do Brasil na ONU, Ronaldo Costa Filho, condenou o ataque. Para ele, o risco de um vazamento traz “consequências sérias para a população”.

“Estamos confrontados com a possibilidade de um acidente nuclear. Precisamos exigir um cessar-fogo e a diminuição de hostilidade”, defendeu.

Costa Filho, no discurso, citou a legislação internacional que proíbe ataques a esse tipo de estrutura. “Isso deve ser respeitado o tempo todo. Peço que todas as partes se abstenham de quaisquer ações que possam prejudicar”, frisou. “Tenho preocupação com os últimos acontecimentos. Esse não é o momento para intensificar e inflamar a retórica”, completou.

Maior que Chernobyl

A usina foi alvo de intenso bombardeio russo. A central nuclear fica em Zaporizhzhia, na Ucrânia. Uma explosão poderia causar uma tragédia 10 vezes maior que o acidente em Chernobyl, em 1986 — até então a maior catástrofe do tipo —, segundo alertou o ministro das Relações Exteriores ucraniano, Dmytro Kuleba.

O incêndio, segundo o governo ucraniano, atingiu um prédio usado para treinamento, mas não houve mudança nos níveis de radiação, de acordo com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

Mapa regiões atacadas Ucrânia
Mapa ilustra os locais onde o país foi atacado

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