Sindicato argentino anuncia greve contra reforma trabalhista de Milei
A previsão é que aconteça quando a proposta for analisada pela Câmara dos Deputados, o que deve acontecer na próxima quinta-feira (25/2)
atualizado
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Um dos maiores sindicatos trabalhistas argentinos, a Confederação Geral do Trabalho (CGT), confirmou, nesta segunda-feira (16/2), que deve fazer uma greve geral contra a reforma trabalhista articulada pelo presidente argentino, Javier Milei.
Durante uma entrevista ao jornal argentino Clarín, o representante do sindicato, Daniel Yofra, secretário-geral da CGT, disse que “como sempre, os sindicatos terão liberdade de atuação” e informou que a greve será realizada sem manifestações.
Além disso, ele também fez críticas ao governo. “Sabe por que não convocam a CGT para dialogar? Porque eles não entram em greve, então por que os convocariam? Se eles estão lá, são como um cachorro que não morde. Você passa por ele e ele não te ataca, é isso que acontece com a CGT”, afirmou o porta-voz da CGT. Outros sindicatos do país também acompanham o movimento.
A previsão é a greve seja realizada quando a proposta for analisada no plenário da Câmara dos Deputados argentina, o que deve acontecer na próxima quinta-feira (25/2), caso não haja imprevistos, como alterações no texto.
A principal alegação dos sindicatos contra a proposta é que ela fere direitos históricos dos trabalhadores argentinos. Na reforma proposta pelo governo argentino, as principais mudanças são em relação à macroeconomia, o que, segundo os sindicalistas, afeta o estímulo ao emprego.
