Secretário dos EUA destaca “dia mais intenso de ataques” ao Irã
Hegseth destacou que o Irã está sozinho e perdendo feio, uma vez que o país foi abandonado por vizinhos e antigos aliados no Golfo
atualizado
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O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou que esta terça-feira (10/3) será o dia de “ataques mais intensos dentro do Irã”.
“O maior número de caças, o maior número de bombardeiros, o maior número de ataques. Inteligência mais refinada e melhor do que nunca. Isso é um ponto positivo”, disse Hegseth.
Ele destacou que o Irã está sozinho e perdendo feio, uma vez que o país foi abandonado por vizinhos da nação iraniana e antigos aliados no Golfo. “E seus representantes, o Hezbollah, os Houthis e o Hamas estão desarticulados, ineficazes ou à margem”, acrescentou, referindo-se aos grupos militantes no Líbano, no Iêmen e em Gaza.
Hegseth também fez referência à guerra do Iraque, e enfatizou que a guerra atual “não é 2003”.
“Nossa geração de soldados não permitirá que isso aconteça novamente, nem este presidente, que se candidatou claramente contra esse tipo de missão interminável e de escopo indefinido”, afirmou. “Esses tempos acabaram.”
Sobre a guerra
O conflito começou em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel realizaram ataques coordenados contra o Irã. A ação culminou na morte do líder supremo do país, aiatolá Ali Khamenei. Segundos as autoridades iranianas, mais de 1,2 mil pessoas morreram no conflito.
Em retaliação, o regime teocrático do Irã atacou outros países aliados aos Estados Unidos na região, elevando a situação a um conflito regional com mais de 10 nações atingidas diretamente e milhares de vítimas.
Na última semana, Israel e EUA anunciaram que estavam entrando em nova fase da guerra, com foco na intensificação de ataques, que já se estenderam para outros países, como Líbano, Bahrein, Iraque, Emirados Árabes, Catar e Arábia Saudita, que informou ter interceptado mísseis em seu espaço aéreo.
