Saiba quem é o ultraconservador José Kast, novo presidente do Chile

Eleito neste domingo (14/12), novo chefe do Executivo chileno retoma pautas da ditadura de Pinochet e tem ligação com o regime

atualizado

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Esteban Felix e Robert Nickelsberg/Getty Images
kast pinochet
1 de 1 kast pinochet - Foto: Esteban Felix e Robert Nickelsberg/Getty Images

O novo presidente do Chile, eleito neste domingo (14/12), é José Antonio Kast. O ultraconversador, chamado de “[Jair] Bolsonaro chileno”, tem relação com o legado da ditadura de Augusto Pinochet (1973–1990). Ele é apontado como o político mais à direita a se aproximar do poder desde o fim do regime militar.

Kast venceu o segundo turno das eleições presidenciais contra a candidata de esquerda, Jeannette Jara. Com quase 100% das urnas apuradas, Kast aparece com 58,18% dos votos, enquanto Jara soma 41,82%.

O pleito, considerado um dos mais polarizados desde o fim da ditadura de Pinochet, confirmou a vantagem apontada pelas pesquisas e sinaliza uma guinada à direita na condução política do país.

Eleito, ele assumirá a Presidência em março de 2026, substituindo o presidente, de esquerda, Gabriel Boric.

Kast é advogado e católico. Com origens alemãs, ele é filho de um ex-soldado do exército nazista de Adolf Hitler.

Ele já foi candidato à presidência outras duas vezes. Em 2021, ele foi derrotado por Boric no segundo turno.

Ligação com a ditadura

A associação de Kast com a ditadura não é recente. Hoje com 59 anos, ele já reconheceu que, na juventude, atuou na campanha favorável à permanência de Augusto Pinochet no poder durante o plebiscito de 1988.

O tema voltou ao centro das discussões após o candidato defender, no debate final contra Jeannette Jara, a diminuição de penas para pessoas condenadas por crimes cometidos durante o regime militar — especialmente policiais idosos ou em estado terminal.

Para o governo, a proposta pode resultar na soltura de responsáveis por graves violações de direitos humanos e desconsidera as mais de 3,2 mil vítimas, entre mortos e desaparecidos, do período.

Kast declarou que parte dos condenados “estão justamente presos”, mas sinalizou disposição para reavaliar situações específicas, como a de militares que eram muito jovens à época dos crimes.

Ao rebater a adversária, afirmou que Jara “carece de humanidade”, enquanto ela reiterou que não concederia indultos em seu eventual governo.

A agenda defendida por Kast também recupera diretrizes associadas a práticas do regime militar, incluindo:

  • presença de tropas em áreas classificadas como críticas;
  • construção de barreiras físicas, como muros e trincheiras, na fronteira;
  • criação de uma força especial para localizar e expulsar imigrantes em situação irregular.

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