Rússia nega envolvimento na morte de Prigozhin: "Mentira absoluta"
"Tudo isso é mentira absoluta", afirmou o porta-voz do governo da Rússia, Dmitry Peskov, à imprensa nesta sexta-feira (25/8)

A Rússia repudiou as especulações ocidentais de um possível envolvimento do governo de Vladimir Putin na morte do chefe do Grupo Wagner, Yevgeny Prigozhin, após queda de avião, na quarta-feira (23/8).
“Tudo isso é mentira absoluta”, afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, à imprensa nesta sexta-feira (25/8).
“Há, agora, muita especulação em torno deste acidente de avião e das trágicas mortes dos passageiros, incluindo Yevgeny Prigozhin. É claro que, no Ocidente, toda esta especulação é apresentada de um ângulo bem conhecido”, afirmou Peskov à imprensa nesta manhã.
“Tudo isso é mentira absoluta, e aqui, ao abordar esse assunto, é preciso se basear em fatos. Ainda não há muitos fatos. Eles precisam ser apurados no decorrer das ações investigativas”, completou.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO representante do governo russo também se recusou a confirmar a morte de Prigozhin, que tem sido especulada devido à presença e embarque dele na aeronave ter sido confirmada, apesar de ser improvável que ele tenha sobrevivido. Peskov ressaltou a necessidade de aguardar os testes nos 10 corpos encontrados no local da queda.
O porta-voz também não confirmou a presença de Putin nos funerais.
Guerra na Ucrânia
Após declaração do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, insinuar o envolvimento da Rússia no acidente aéreo, Putin se manifestou, na quinta-feira (24/8).
Durante um pronunciamento na televisão, o presidente russo prestou condolências à família de Prigozhin. Ele também disse que os investigadores tentam esclarecer o caso, mas que a perícia demorará um certo tempo.
Putin não mencionou o rompimento com o Grupo Wagner, e chegou a dizer que Prigozhin, que conhecia desde os anos 1990, era um “empresário talentoso”. A família de Prigozhin não se manifestou ainda sobre o assunto.
A relação de Putin e Prigozhin
O Grupo Wagner lutava na Ucrânia ao lado da Rússia. Antigo aliado do presidente russo, Prigozhin se revoltou contra Putin e liderou uma rebelião há dois meses, como forma de protesto pela falta de envio de equipamentos e armas às tropas. Prigozhin era apontado como líder do grupo de mercenários.
Com fama de sanguinário, Prigozhin liderou o grupo para, inicialmente, atacar o país vizinho sob ordens russas e, mais tarde, ameaçar o presidente russo em uma tentativa de golpe.
















