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Rússia nega envolvimento na morte de Prigozhin: "Mentira absoluta"

"Tudo isso é mentira absoluta", afirmou o porta-voz do governo da Rússia, Dmitry Peskov, à imprensa nesta sexta-feira (25/8)

25/08/2023 09:29, atualizado 25/08/2023 18:29
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Imagem colorida de Yevgeny Prigozhin

A Rússia repudiou as especulações ocidentais de um possível envolvimento do governo de Vladimir Putin na morte do chefe do Grupo Wagner, Yevgeny Prigozhin, após queda de avião, na quarta-feira (23/8).

“Tudo isso é mentira absoluta”, afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, à imprensa nesta sexta-feira (25/8).

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Líder do Grupo Wagner, Yevgeny Prigozhin, deixou a sede do Distrito Militar do Sul em Rostov-on-Don, na Rússia
Reprodução de vídeo com o chefe de Wagner, Yevgeny Prigozhin, fazendo um discurso após o quartel-general do Distrito Militar do Sul estar cercado por combatentes do grupo paramilitar Wagner em Rostov-on-Don
TV russa mostra momento em que Yevgeny Prigozhin sai do QG do Grupo Wagner em Rostov-on-Don, na úussia
Local onde caiu avião com Yevgeny Prigozhin, líder do Grupo Wagner
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Local onde caiu avião com Yevgeny Prigozhin, líder do Grupo Wagner

Wagner Account/Anadolu Agency via Getty Images
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Líder do Grupo Wagner, Yevgeny Prigozhin, deixou a sede do Distrito Militar do Sul em Rostov-on-Don, na Rússia
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Líder do Grupo Wagner, Yevgeny Prigozhin, deixou a sede do Distrito Militar do Sul em Rostov-on-Don, na Rússia

Stringer/Anadolu Agency via Getty Images
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Reprodução de vídeo com o chefe de Wagner, Yevgeny Prigozhin, fazendo um discurso após o quartel-general do Distrito Militar do Sul estar cercado por combatentes do grupo paramilitar Wagner em Rostov-on-Don

Wagner/Anadolu Agency via Getty Images
TV russa mostra momento em que Yevgeny Prigozhin sai do QG do Grupo Wagner em Rostov-on-Don, na úussia
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Stringer/Anadolu Agency via Getty Images
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“Há, agora, muita especulação em torno deste acidente de avião e das trágicas mortes dos passageiros, incluindo Yevgeny Prigozhin. É claro que, no Ocidente, toda esta especulação é apresentada de um ângulo bem conhecido”, afirmou Peskov à imprensa nesta manhã.

“Tudo isso é mentira absoluta, e aqui, ao abordar esse assunto, é preciso se basear em fatos. Ainda não há muitos fatos. Eles precisam ser apurados no decorrer das ações investigativas”, completou.

O representante do governo russo também se recusou a confirmar a morte de Prigozhin, que tem sido especulada devido à presença e embarque dele na aeronave ter sido confirmada, apesar de ser improvável que ele tenha sobrevivido. Peskov ressaltou a necessidade de aguardar os testes nos 10 corpos encontrados no local da queda.

O porta-voz também não confirmou a presença de Putin nos funerais.

Guerra na Ucrânia

Após declaração do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, insinuar o envolvimento da Rússia no acidente aéreo, Putin se manifestou, na quinta-feira (24/8).

Durante um pronunciamento na televisão, o presidente russo prestou condolências à família de Prigozhin. Ele também disse que os investigadores tentam esclarecer o caso, mas que a perícia demorará um certo tempo.

Putin não mencionou o rompimento com o Grupo Wagner, e chegou a dizer que Prigozhin, que conhecia desde os anos 1990, era um “empresário talentoso”. A família de Prigozhin não se manifestou ainda sobre o assunto.

A relação de Putin e Prigozhin

O Grupo Wagner lutava na Ucrânia ao lado da Rússia. Antigo aliado do presidente russo, Prigozhin se revoltou contra Putin e liderou uma rebelião há dois meses, como forma de protesto pela falta de envio de equipamentos e armas às tropas. Prigozhin era apontado como líder do grupo de mercenários.

Com fama de sanguinário, Prigozhin liderou o grupo para, inicialmente, atacar o país vizinho sob ordens russas e, mais tarde, ameaçar o presidente russo em uma tentativa de golpe.

Formado em 2014, o Grupo Wagner é uma companhia privada de mercenários que atua em guerras pelo mundo. Desde o ano de fundação, o Wagner está presente na península ucraniana da Crimeia e chegou a ajudar forças separatistas apoiadas pela Rússia a tomar a região.
Depois que a Rússia invadiu a Ucrânia, em 2022, o governo russo contou com a ajuda do grupo para avançar nas batalhas contra o exército de Zelensky, como nos embates das cidades de Bakhmut e Soledar.