Rússia faz teste final de míssil que a Otan apelidou de “Satanás”
Rússia planeja implantar o míssil balístico intercontinental RS-28 Sarmat ainda neste ano. Arma pode transportar até 15 ogivas nucleares
atualizado
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A Rússia executou, nesta terça-feira (12/5), um teste do novo míssil balístico intercontinental RS-28 Sarmat — armamento apelidado pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) como “Satanás”.
Em declaração feita para o presidente russo Vladimir Putin, o comandante das Forças de Mísseis Estratégicos da Rússia, coronel-general Sergei Karakayev, afirmou que o teste, realizado às 11h15 (no horário de Moscou), foi bem sucedido e que o míssil poderá ser usado pelo exército do país ainda neste ano.
O míssil RS-28 Sarmat é a nova versão do SS-18 Voyevoda, que já era apelidado pela Otan de “Satanás” na época da União Soviética. A versão atualizada é ainda mais mortal, com capacidade de transportar até 15 ogivas nucleares.
Karakayev informou a Putin o que o lançamento desta terça cumpriu os objetivos da missão. Segundo ele, o teste viabiliza a implantação do primeiro regimento armado com mísseis Sarmat na unidade de Uzhur, em Krasnoyarsk, até o final em 2026.
“O Sarmat será de fato colocado em serviço de combate no final deste ano”, confirmou o presidente russo.
Putin afirmou que as trajetórias balística e suborbital do míssil permitem um alcance operacional superior a 35.000 quilômetros (21.748 milhas) e que a carga total do Sarmat é “quatro vezes maior que a de qualquer equivalente existente”.
