Rússia envia mil mercenários para o Leste da Ucrânia, diz Reino Unido

Nesta segunda-feira (28/3), Ministério da Defesa britânico emitiu um comunicado oficial sobre o caso. A Rússia não comentou

atualizado 28/03/2022 19:09

Ataque com mísseis russos em Lviv, na UcrâniaJoe Raedle/Getty Images

A inteligência militar do Reino Unido afirmou que a Rússia enviou mil mercenários do grupo Wagner para o Leste da Ucrânia. O Kremlin não comentou.

Nesta segunda-feira (28/3), Ministério da Defesa britânico emitiu um comunicado oficial sobre o caso.

“Eles devem enviar mais de 1.000 mercenários, incluindo líderes seniores da organização, para realizar operações de combate”, destaca o documento.

O Leste ucraniano é alvo de cobiça do governo russo. Nesta sexta-feira (25/3), em pronunciamento em Moscou, Sergei Rudskoy, um oficial de alto escalão do Exército russo, disse que a intenção da nova fase da ofensiva é “libertar” totalmente o leste. O Ministério da Defesa russo confirmou que planeja “duas opções” para a investida militar em Donbass.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, recuou e negou a possibilidade de negociar parte do território do país para obter um cessar-fogo.

Em entrevista à revista britânica The Economist, Zelensky defendeu a soberania ucraniana. Na semana passada, ele admitiu que poderia entregar o controle de regiões separatistas, como Donbass e Crimeia, anexada ao território da Rússia em 2014, na tentativa de uma reunião com o presidente russo, Vladimir Putin.

“É possível que alguns compromissos, que não arrisquem nossa soberania, sejam feitos para salvar vidas. Mas compromissos que provoquem a desintegração do país, como os que Putin propõe, ou melhor, exige, nunca serão feitos”, frisou.

ONU faz apelo

A Organização das Nações Unidas (ONU) fez um apelo para um cessar-fogo humanitário na Ucrânia. Negociadores russos e ucranianos estão reunidos em Istambul, na Turquia, para discutir um possível acordo.

O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, pediu, nesta segunda-feira (28/3), ao coordenador de Ajuda Emergencial e subsecretário para Questões Humanitárias da ONU, Martin Griffiths, para que busque informações sobre as negociações entre os dois países.

“Converse imediatamente com as partes envolvidas sobre os possíveis acordos e arranjos para um cessar-fogo humanitário na Ucrânia”, recomendou.

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Negociações sérias

Guterres acredita que o contato promoverá “negociações sérias” entre as partes e será uma forma de evitar novos bombardeios.

O secretário-geral da ONU disse estar preocupado com a oferta de alimentos aos países mais pobres. A Ucrânia é um importante exportador de trigo e a guerra impactou na inflação global.

Questionado sobre o risco de uso de armas nucleares ou biológicas, o secretário-geral da ONU disse que “não poderia imaginar algo nesse cenário”. “Acredito que isso será evitado, e precisa ser evitado”, enfatizou.

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