Rússia alerta que ataque a usina no Irã pode gerar “nova Chernobyl”
Chefe da agência nuclear russa apelou às autoridades israelenses para que não ataquem a usina nuclear de Bushehr, no Irã
atualizado
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Alexey Likhachev, diretor-geral da Rosatom, a agência nuclear russa, afirmou nesta quinta-feira (19/6) que um ataque militar à usina nuclear de Bushehr, no Irã, poderia resultar em uma “catástrofe comparável à de Chernobyl“. O acidente ocorrido em 1986, no atual territõrio da Ucrânia, é considerado o maior desastre nuclear da história.
Um militar israelense chegou a informar que o país empreendeu ataques à instalação nuclear de Bushehr. No entanto, as Forças de Defesa de Israel (IDF) voltaram atrás e disseram que “foi um erro” o anúncio da ofensiva.
Likhachev apelou às autoridades de Israel para que evitem ataques na região. “A Rosatom pede às autoridades israelenses que não haja nem mesmo a menor sugestão de um ataque a Bushehr”, disse ele, citado pea imprensa estatal russa.
A instalação nuclear fica localizada na costa do Golfo Pérsico e opera com o auxílio de pesquisadores russos. A porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, já havia alertado sobre o risco de ataques à usina nuclear.
Segundo ela, o Kremlin está “particularmente preocupado com a segurança da usina nuclear de Bushehr, que emprega especialistas russos” e pediu que militares dos Estados Unidos não se envolvam no conflito.
A guerra
A tensão entre Irã e Israel está em um ponto crítico, com troca de ataques aéreos entre os países há uma semana. Os EUA têm mostrado interesse em participar das ações para encerrar o conflito.
Mais cedo, o ministro da Defesa, Israel Katz, chamou o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, de “covarde ditador” após um ataque iraniano atingir um hospital no sul de Israel. “Esses são crimes de guerra da mais grave gravidade — e Khamenei será responsabilizado por seus crimes”, disse.
O primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, afirmou que exigirá “o preço integral dos tiranos em Teerã” pelo ataque no Hospital de Soroka, que deixou pelo menos 71 feridos.













