Rudolph Giuliani pede falência após ser condenado por difamação

O advogado de Donald Trump acusou funcionários da eleição presidencial de 2020 de envolvimento num esquema de adulteração de votos

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1 de 1 Imagem colorida mostra Rudy Giuliani durante audiência foi condenado a pagar indenização - Metrópoles - Foto: Getty Images/NurPhoto

Rudolph Giuliani, ex-prefeito de Nova York e advogado do ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, pediu falência nesta quinta-feira (21/12). O pedido vem após a juíza Beryl Howell, do Tribunal do Distrito de Columbia ter determinado que pagasse US$ 146 milhões a Ruby Freeman e Shaye Moss, trabalhadores eleitorais do condado de Fulton (Geórgia) que o processaram por difamação.

Após a eleição presidencial de 2020, Giuliani acusou falsamente os funcionários de fazer parte de um esquema de processamento adulterado de votos. O resultado se deu na ordem de pagamento de uma indenização de US$ 148 milhões (a qual a juíza reduziu para US$ 146 milhões posteriormente).

A magistrada determinou o pagamento imediato, pois havia o receio de falseamento por parte do político sobre as próprias finanças, a fim de se livrar da multa. Estima-se que ele deva entre US$ 100 milhões e US$ 500 milhões.

O patrimônio de Giuliani já foi estimado em US$ 50 milhões, mas, hoje, segundo relatado no pedido de falência, os ativos dele estão entre US$ 1 milhão e US$ 10 milhões. Além disso, o político deve cerca de US$ 724.000 de imposto de renda referente aos anos de 2022 e 2021, com possível adicional de US$ 265.000 devido ao estado de Nova York.

Além dos impostos, o advogado também carrega outro processo por difamação, movido pela empresa Dominion Voting Systems, em 2021. Ele teria acusado a instituição de envolvimento em um esquema de fraude eleitoral na eleição de 2020. Outra empresa, a Smartmatic USA, entrou com ação pelo mesmo motivo.

O pedido de falência também mostra que Guiliani deve uma quantia não especificada ao empresário Hunter Biden, filho do atual presidente dos EUA, Joe Biden (Democratas). Hunter processou o aliado de Trump por divulgar ilegalmente informações pessoais dele, obtidas de um técnico de informática no estado do Delaware.

Para tentar ganhar dinheiro e custear parte das dívidas, o político passou a vender camisetas temáticas do 11 de setembro (data dos atentados terroristas ao World Trade Center, em Nova York, e o Pentágono, em Washington) e sandálias lançadas por Mike Lindell, outro aliado de Trump. Ele também vende mensagens personalizadas em vídeo na plataforma Cameo, por US$ 325 cada uma. A página dele, no entanto, encontra-se com um aviso de “temporariamente indisponível”.

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