“Reunião de superlativos”, diz Lula após encontro com Modi, na Índia
Segundo Lula, Brasil e Índia poderão alcançar a meta estabelecida em 2025 de elevar o comércio entre os países a US$ 20 bilhões até 2030
atualizado
Compartilhar notícia

Nova Déli – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste sábado (21/2) que o encontro entre Brasil e Índia, em que foram assinados vários acordos, entre eles a cooperação no campo de elementos de terras raras e minerais críticos, é uma “reunião de superlativos”.
“Não somos apenas as duas maiores democracias do Sul Global. Este é o encontro da farmácia do mundo com o celeiro do mundo. De uma superpotência digital com uma superpotência da energia renovável. Somos ambos países megadiversos e polos da indústria cultural. Somos ambos defensores do multilateralismo e da paz”, exaltou o presidente Lula.
A fala foi feita durante uma declaração conjunta com o primeiro-ministro Narendra Modi, na Casa Hyderabad, residência oficial do líder indiano, após a reunião bilateral que tiveram.
O chefe do Palácio do Planalto relembrou a visita de Modi ao Brasil, oportunidade na qual os países reestruturaram sua agenda bilateral, estabelecendo cinco eixos:
- defesa e segurança;
- segurança alimentar e nutricional;
- transição energética e mudança do clima;
- transformação digital e tecnologias emergentes;
- além de parcerias industriais em áreas estratégicas.
Fluxo bilateral
Na ocasião, foram assinados oito atos, os quais, segundo Lula dão “concretude” à cooperação dos países nesses campos. Os esforços, segundo o presidente, contribuem para os países alcançarem a meta estabelecida em 2025 de elevar o comércio entre Brasil e Índia a US$ 20 bilhões até 2030.
“Em 2025, o fluxo bilateral superou US$ 15 bilhões pela primeira vez na história, um crescimento de 25% em relação a 2024. Estamos avançando tão rápido que deveríamos revisitar nosso objetivo para chegar a US$ 30 bilhões de intercâmbio”, destacou Lula.
No discurso, o presidente reiterou a importância do multilateralismo, especialmente em meio ao atual “cenário global turbulento”.
“Apesar da diferença de quantidade de habitantes, vários dos nossos problemas são similares, nossos conhecimentos científicos e tecnológicos estão próximos e, se nós trabalharmos juntos, a gente vai fortalecer a relação bilateral Brasil-Índia, a gente vai fortalecer a nossa relação com o Mercosul e a gente vai fortalecer o Sul Global, para que a gente não entre nunca mais numa guerra fria entre duas potências”, concluiu.
O primeiro-ministro indiano discursou antes do presidente Lula e destacou a amizade com o presidente Lula, além do compromisso na área de defesa e agropecuária.
